Mostrando postagens com marcador Gestão de Carreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão de Carreira. Mostrar todas as postagens

TV Senado-Programa "Em Discussão": "Economistas contestam mudanças nas regras de aposentadoria"

A reforma da Previdência e a pressão do governo para modificar critérios para aposentadoria é uma discussão atual que precisa ser entendida corretamente.

Dizem por aí que uma mentira contada muitas vezes pode passar por verdade, e eis aqui um caso típico. O que se prega na mídia de massa é que a geração presente quem sustenta os aposentados do presente, e que em função das mudanças demográficas da população com projeção de inversão da pirâmide demográfica, com aumento de idosos e diminuição considerável de jovens (e por conseqüência de trabalhadores contribuintes da Previdência) não haveria como sustentar os aposentados do futuro.No entanto quando cursei a disciplina de saúde pública na graduação, aprendi que se trata de um fundo, onde o aposentado de hoje vive da contribuição que ele mesmo fez no decorrer da vida, mais ou menos como vemos em propagandas de previdência privada, onde vc resgata depois de um tempo aquilo que vc mesmo depositou. Em se tratando de um fundo, não faz sentido essa idéia de que não haverá dinheiro no futuro. O fato é que existe má gestão e uso indevido do dinheiro do trabalhador que contribui para o INSS. 


Vale a pena assistir e refletir sobre o assunto.


O link abaixo é um programa da TV Senado em três videos assista pelo Youtube ou no site da TV Senado). 

Vale a pena assistir!

http://www.senado.leg.br/noticias/TV/Video.asp?v=429011&utm_source=facebook







Grandes Vocações: Roberto Carlos Ramos - Contador de Histórias - Assista esta maravilha de palestra!!!!

Dispensa comentários!!!!
Não via a hora de retomar o blog para postar esta deliciosa palestra!
Mais uma grande História de Vida cujos detalhes nos mostram que para mudar o Mundo podemos começar mudando o Mundo de uma única pessoa! 

Se quiserem conhecer mais de palestrante e contador de histórias Roberto Carlos Ramos:  http://www.robertocarloscontahistoria.com/contador.asp

Há também muita coisa sobre ele na net além de um filme com sua biografia.

Apreciem!!!!





Retomando o Blog ou saindo do Silêncio......

Algo que aprendi em pesquisas acadêmicas e sempre falo para meus alunos é que o silêncio também é resposta, o silêncio em algumas ocasiões responde melhor do que as palavras. Depois de muito refletir concluo que meu blog está em silêncio; só quem é mãe, pai, cuidador entende este silêncio. 

Existe aquilo que se quer e aquilo que é possível. Ou aquilo que enquanto grávida se imagina que vai fazer (e já se tem desenhados vários projetos) e aquilo que realmente se consegue fazer após o nascimento. Há o momento de escrever, refletir e o momento de viver. Só há o quê escrever após viver. Vivendo descobri que transitamos entre superestimar e subestimar nossas próprias forças. Vivendo descobri que a maior preciosidade que temos na vida é o Tempo, que passa a ser do outro quando se escolhe ser mãe. 

Este tempo de adaptação em retornar ao trabalho e cuidar de minha filha, que acabou de completar 2 anos, foi muito difícil, cansativo, mas me trouxe muitas reflexões sobre ser trabalhadora e mãe que desejo compartilhar no blog dentro do possível. 

O Tempo...... para um filho, marido, família, vocação eu oferto meu tempo. Por ser oferta é escolha, e mesmo com algum sofrimento sempre há crescimento e novas possibilidades. Mas e o trabalho? Quantas vezes é um tempo roubado e não escolhido? 

O Tempo da mãe também faz o da criança. Em dias de frio, chuva, quando a bebê está meio amuada e tenho que tirá-la do berço quentinho para sair para trabalhar (eu não tenho parentes na mesma cidade e é muito difícil encontrar serviço de babá particular por aqui) fico pensando que a criança se torna proletária junto com sua mãe. É isso mesmo! Ela de certa forma "trabalha" pois faça chuva ou sol tem que acordar cedo e sair junto com a mãe, chega em casa junto com mãe, em tenra idade já tem que entrar no ritmo da escolinha e aproveita tão pouco o aconchego de seu próprio bercinho. Eu ainda tenho o privilégio de ter jornada de 6 horas e morar a poucas quadras do meu emprego, então passo a tarde quase toda em casa,mas mesmo assim sinto.

Há muitos ano eu assistia um documentário sobre a história do vestuário e num determinado momento quando foi abordado sobre o inicio da industrialização em massa de roupas femininas e infantis, a criação de tecidos leves, permitindo seu barateamento e acesso, foi dito algo mais ou menos assim: a roupa industrializada veio libertar a mulher (que até então confeccionava todo vestuário da família em casa) e por consequência libertou a criança que passou a poder brincar pois agora podia sujar as roupas, já que agora era simples a reposição. E com isso a mulher passou a ter também mais tempo para a criança e para outras atividades. Este documentário sempre volta em minha mente e fazendo um paralelo me ponho a pensar no meu trabalho, em tantos tipos e qualidades de relações de trabalho e emprego existem e o quanto a Gestão de Pessoas é importante para a criança, que ela pode aprisionar ou libertar também a criança. 

Eu ainda estou elaborando meus pensamentos.....




























fonte da imagem: http://www.mindfiresolutions.com/blog/2014/02/10/a-working-mothers-perspective/















"Minha Vida em Desenhos" 2 : Mais uma interessante trajetória de vida!

Esta é a história da esposa do criador do "Manual do Mundo". Vejam na história como o mundo dá voltas! Me surpreendi por ela ser Terapeuta Ocupacional como eu.
Tão interessante quanto o vídeo anterior!

Apreciem!

"Minha Vida em Desenhos" - Conheçam esta bela trajetória profissional!

Esta postagem dispensa palavras, prefiro que o vídeo toque diretamente a mente e o coração de vocês.

Tive o prazer de conhecer ao acaso este interessante canal no Youtube "Manual do Mundo"  https://www.youtube.com/user/iberethenorio/featured

Neste vídeo o criador conta com muita criatividade e beleza sua trajetória de vida desde criança até chegar ao projeto "Manual do Mundo".

Vale conferir!

Carreira profissional: quando despertar é preciso - Reflexão em canção

Quem já navegou pelo blog deve ter notado minha predileção pela temática vocação e carreira, em alguns momentos tendo como ponto de partida experiências de vida através de biografias com as quais me identifico. Hoje no entanto venho "cantar" minhas experiências.

Há muito tempo desejo postar este delicioso samba que eu ouvia quando criança. Na letra desta música encontrei palavras para expressar o momento de transição profissional que venho passando desde um pouco antes de minha gravidez. 

Em poucas palavras vejo que a vida profissional é cheia de surpresas mas também desilusões. A experiência, o amadurecimento intelectual e o avançar da idade trazem um tipo de sabedoria que age como lupa nos fazendo enxergar as entrelinhas de situações e teorias. Descobrir que "nem tudo é bem assim" quando se chega ao ápice após anos de investimento de tempo, estudo e trabalho; "nem tudo é bem assim" quando se realiza um sonho de carreira.......Em um primeiro momento a sensação é de confusão pois tudo convergiu em direção à tão sonhada meta, tudo deu tão certo e tão errado ao mesmo tempo. São muitas as perguntas....Mas depois de um longo (e sofrido) processo de reflexão eis que se descobre que a Vida tem sua pedagogia e nos faz despertar no momento certo. 

Na carreira profissional ser "menino que sonha" faz parte, mas "despertar" é fundamental!

Apreciem! Reflitam!





http://letras.mus.br/roberto-ribeiro/710542/

Todo menino é um rei

Roberto Ribeiro


Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!


Por cima do mar da ilusão


Eu naveguei! Só em vão
Não encontrei
O amor que eu sonhei
Nos meus tempos de menino
Porém menino sonha demais
Menino sonha com coisas
Que a gente cresce e não vê jamais


Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!
A vida que eu sonhei


no tempo que eu era só
Nada mais do que menino
Menino pensando só
No reino do amanhã
A deusa do amor maior
Nas caminhadas sem pedras
No rumo sem ter um nó


Autoconhecimento e auto aceitação - o quê faço com a Verdade de quem sou?

Eu adoro desenhos animados, em especial os desenhos mais antigos que eu assistia quando criança. Na minha percepção o desenho animado reflete o que de melhor e pior existem na personalidade humana, sendo uma forma lúdica de refletirmos sobre a vida tanto privada como em sociedade, bem como ajudar  a extravasar a imaginação e o desejo de diversão gratuita através de histórias e situações fantásticas ou na linha "nonsense".

Um dos desenhos que eu adorava assistir quando eu tinha lá pelos 5-6 anos de idade era a "Cobrinha Azul", lembro de minha mãe chamando no meio da tarde: "começou a Cobrinha Azul",e eu parava tudo para ir assistir. Minha tv era preto e branco e de vez em quando pensava: "como minha mãe sabe se essa cobrinha é mesmo azul???"

O episódio a seguir é bem interessante por tratar de uma situação que mais cedo ou mais tarde todo mundo passa que é a crise existencial e/ou vocacional, vinda do processo de tomada de consciência de si mesmo. 

Quem eu sou? Para onde vou? 

A Vida sempre surpreende por não ser óbvia........

Divirta-se!!!!!



Reflexões em Canções: Agradecendo pela Vocação

Hoje comprei um dvd do Elymar Santos ("Elymar canta Marrom"), em show no qual canta Alcione. Na abertura ele canta esta belíssima canção, falando sobre a vocação de ser artista. Assim que ouvi, vim reparti-la pois penso que é a maior graça na vida de um ser humano ter plena consciencia de sua missão no mundo e poder realizá-la através de seus talentos.

Que vc Amigo Leitor, no decorrer de sua carreira, sobretudo ao final dela, também possa com o coração agradecido erguer a voz aos Céus em gratidão e na paz da certeza de missão cumprida.

                                                                                                                           Daniela
.................................................

OBRIGADA

                                           Interprete : Alcione (escolhi postar versão cantada por Elymar Santos)

Composição: Sérgio Caetano; Chico Roque
 
 
Deus me deu a arte como dom



Foi como nascer numa avenida

Meu primeiro choro foi no Tom

foi pra mim tão bom

Tenho a fé fortalecida

Já cheguei sabendo a profissão

Ela é a missão da minha vida

Se eu puder tocar um coração

Faço a minha obrigação

Estou sempre agradecida,

Agradecida


Abro o coração em oração

Rezo o meu terço

Grata à vocação,à inspiração

Que vem de berço

Que essa luz divina que do alto,venha iluminar meu palco como desce o véu.

Sinto a mão do Pai,

Que Ele está perto e me segura

Manga quando cai no tempo certo está madura

Tudo que acontece tem uma razão de ser

E agradeço aos céus


Obrigada meu Deus

Pelos casos de amor que eu já fiz começar

E das brigas sofridas,de dor que eu também ajudei a curar

pelo povo que segue comigo

O amigo que vai onde estou pra me ver cantar


Obrigada meu Deus

Obrigada por tantos valores

O talento das mãos de quem sabe tocar

Os poetas e compositores,

Essa força que eu sinto no ar

Minha vida é um show e o roteiro foi Deus quem traçou

Abro o coração em oração...




Grandes Vocações: Vocação e política - Luiza Erundina

Gosto muito de biografias e hoje trago mais uma bela história de vida.
Sem entrar no mérito partidário, apreciem esta bela entrevista que a Deputada Federal Luíza Erundina concedeu à Revista Rogate de Animação Vocacional (Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus).
Que esta entrevista estimule os Amigos Leitores e refletirem sobre sua vida profissional pela ótica da missão de vida, qual a sua contribuição para a humanidade.

Apreciem!

                                                                               Daniela

..................................

REVISTA ROGATE DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL/ jan 2012



Vocação e política

Aos 77 anos, a deputada federal Luiza Erundina fala de sua vocação à vida pública,
da necessidade de posturas éticas e da importância dos valores cristãos na sua vida




Paraibana, Luiza Erundina de Sousa é a sétima filha de Antonio Evangelista de Souza e Enedina de Souza Carvalho. Nasceu em 30 de novembro de 1934 em Uiraúna (PB). Passou a adolescência ajudando a família. Luiza Erundina repetiu a 5ª série duas vezes só para não parar de estudar, já que na escola aonde aprendeu as primeiras lições não havia curso ginasial (hoje ensino fundamental). Aos 10 anos foi morar em Patos (PB) na casa de uma tia, para cursar os Ensinos Fundamental e Médio.

Formada em Serviço Social, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a leiga cristã, mestre em Ciências Sociais, parlamentar e professora universitária, assumiu seu primeiro cargo público aos 24 anos, como Secretária de Educação e Cultura de Campina Grande (PB), em 1958. Nos anos de 1968/1969 fez mestrado em Ciências Sociais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Em 1971 mudou-se definitivamente para São Paulo (SP), fugindo da perseguição política oriunda da ditadura militar. Luiza Erundina militava na Pastoral da Terra da Arquidiocese da Paraíba, onde trabalhou com o arcebispo Dom José Maria Pires. Na capital paulista, prestou concurso público para assistente social da Prefeitura e passou a trabalhar junto aos movimentos populares. Ao mesmo tempo, lecionou em várias faculdades. Fundadora do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, foi eleita vereadora da capital em 1982; deputada estadual em 1986; prefeita de São Paulo em 1988 e Ministra da Administração Federal no governo do então presidente Itamar Franco, em 1993.

Em 1997 deixou o PT e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda pela qual elegeu-se deputada federal em quatro eleições consecutivas: 1998, 2002, 2006 e 2010. Na última eleição, foi eleita com mais de 214 mil votos, sendo a mais votada na capital e a 10ª no estado de São Paulo. 
Atualmente Luiza Erundina é membro titular de duas comissões permanentes da Câmara dos Deputados: Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) e Comissão de Legislação Participativa (CLP). 
A história dessa mulher com a Igreja Católica é longa e fértil. Sua vocação política sempre teve inspiração cristã. A fé de Luiza Erundina tem suas raízes na experiência de Deus, na sua vida de comunidade e na ação pedagógico-educacional. Hoje, aos 77 anos, Luiza Erundina, como deputada, continua dando testemunho de sua fé. Ela concedeu entrevista à Rogate, falando de sua vida, sua fé e sua vocação.
 Rogate: Qual a imagem de Jesus que a senhora carrega desde os tempos da menininha paraibana que cultivou uma espiritualidade encarnada?

Luiza Erundina: Somos de uma família simples e humilde. Meus pais eram católicos praticantes. Desde criança aprendi com eles a viver e a me comportar de acordo com os valores cristãos da honestidade, solidariedade com o outro, apego à verdade, simplicidade e coerência. As figuras de Jesus e Maria eram o foco e inspiração da minha espiritualidade, com forte exigência de encarnar a fé na vida e na história.

Rogate: A palavra vocação significa chamado. A senhora dedicou toda sua vida à atividade pública. Pode-se dizer que essa é sua vocação?

Luiza Erundina: Já na adolescência senti um apelo forte em relação ao sentido coletivo da vida. Tanto é que a dimensão pessoal da minha vida sempre esteve condicionada à opção pela vida pública. Acho que esse apelo e essa vontade irresistível de responder a ele podem, sim, ser considerados um sinal de vocação.  
Rogate: Como alguém que expressa publicamente a fé em Jesus e nos seus ideais, quais as principais inspirações cristãs que lhe orientam na vocação de servir ao próximo?

Luiza Erundina: Sinto uma grande identidade com os mais pobres, com os que são vítimas de injustiça. O amor incondicional ao próximo, particularmente em relação aos que mais sofrem, é a força que me move e me faz perseverar na luta em defesa dos seus interesses. Acho que esses sentimentos são expressões da presença de Deus em minha vida e o sentido maior da minha missão no mundo.  
Rogate: Na Paraíba houve perseguição aos membros da Pastoral da Terra. A jovem Erundina fazia parte desta pastoral. Como ocorreu essa perseguição?

Luiza Erundina: Sim, trabalhei na Pastoral da Terra quando Dom José Maria Pires era arcebispo da Paraíba. Aonde íamos, havia alguém espionando e o cerco foi se fechando até que fui forçada a sair de lá. Viajei magoada, com a sensação de ter deixado a luta para trás. Só que quando cheguei em São Paulo, e fui trabalhar nas favelas e nos cortiços, descobri que a luta também estava lá. Há luta no campo, pela reforma agrária, e na cidade, pela reforma urbana. Portanto, o motivo da luta era o mesmo, ou seja, a questão da propriedade da terra. A luta pela democratização do acesso à terra rural e à terra urbana.

Rogate: Em São Paulo, quando a senhora chegou, em 1971, continuou alimentando a vida de fé e participando da comunidade católica. Quais os principais desafios encontrados?

Luiza Erundina: No início foi muito difícil, como o é para todo nordestino que migra para São Paulo. O preconceito e a discriminação são reais, sobretudo há quarenta anos. Agora é um pouco melhor, depois que uma migrante nordestina ousou ser prefeita da cidade. Naquele tempo, minha vida de fé se alimentou na convivência e no trabalho com as Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), na periferia da cidade, onde a vivência cristã, inspirada na Teologia da Libertação, nos animava e nos integrava como irmãos.

Rogate: De descendência pobre, mulher, nordestina... chegando à Prefeitura da maior cidade brasileira. Nesta sua trajetória a senhora afirmou ter sofrido preconceito. Mas como os superou? Hoje a senhora se considera uma paraibana paulista?

Luiza Erundina: Embora alvo de preconceitos nunca me coloquei na condição de vítima. Procurei transformar o preconceito em mais uma causa pela qual lutar. É uma luta ideológica contra um sentimento, nem sempre consciente, mas profundamente arraigado na cultura da sociedade. E muito presente no comportamento preconceituoso de alguns em relação a outros que, por serem diferentes, são considerados inferiores e são tratados como tal. Considero-me uma paraibana em São Paulo e uma paulista na Paraíba.
Rogate: A senhora atuou na política quando residia na Paraíba. Ao se transferir para São Paulo foi possível perceber grande diferença na prática política destas duas regiões do país?

Luiza Erundina: Minha militância política na Paraíba começou no movimento estudantil e na Ação Católica. Depois, como profissional, junto aos movimentos populares. Lá no meu estado não tive militância partidária. Em São Paulo, retomei minha militância como assistente social junto aos movimentos. Isso me levou à militância no movimento sindical, onde conheci Luiz Inácio Lula da Silva. A partir dai me envolvi na fundação e construção do PT.

Rogate: A senhora é reconhecida nacionalmente entre as referencias éticas na política de nosso país. Como conseguiu lidar com os possíveis tradicionalismos, ou elitismos, que marcaram não só a política paulista, mas, sobretudo, a brasileira?

Luiza Erundina: Foi minha origem de classe trabalhadora que determinou minhas posições e práticas políticas. Procuro ser fiel a esse modo de ser. É isso que me ajuda a não me deixar influenciar e me contaminar com práticas tradicionais e elitistas da política. Graças a Deus, e à minha relação com o povo, acho que tenho conseguido.  
Rogate: Como articular a fé em Jesus Cristo e a adesão ao seu projeto com o compromisso efetivo no âmbito público?

Luiza Erundina: A fé em Jesus e a opção pela política como um meio de servir aos irmãos estão imbricadas. Acho que quanto mais eu conseguir ser fiel à minha fé, tanto mais serei consequente e eficaz na construção do projeto político com o qual estou comprometida.

Rogate: É comum dizerem-se cristãos pessoas flagradas em atos desonestos e que atuam como representantes públicos. Nos dias atuais aumentou o abismo entre aquilo que se prega e aquilo que se faz?

Luiza Erundina: A vida em sociedade exige de todo cidadão e cidadã uma postura ética, como pressuposto básico do comportamento de cada um e nas relações entre eles. Ainda mais para quem se diz cristão e exerce um mandato popular ou cargo público! Neste caso, a exigência é ainda maior pela repercussão dos seus atos e suas consequências para o interesse público. Não se trata, apenas, de cobrar coerência entre discurso e prática. É mais que isso. É uma exigência e um pressuposto de toda mulher e de todo homem públicos.

Rogate: Por causa de exemplos negativos, há lideranças comunitárias que evitam se envolver na política partidária com a conhecida alegação de que “a política corrompe” e de que “pessoas honestas não têm vez nem voz na política”. Qual sua opinião a respeito?

Luiza Erundina: Lamentavelmente o mau comportamento de alguns políticos termina por afastar as pessoas, sobretudo os jovens, da política. Mas é preciso fazer essas pessoas entenderem que a política é uma das atividades mais sagradas e indispensáveis a toda sociedade, e é estando no meio dos que a praticam que podemos transformá-la. Uma coisa é a política; outra são os políticos e, como em toda ação humana, há os que são fiéis e outros que traem o compromisso assumido. É preciso distinguir para não ser injusto.

Rogate: Antes da ditadura militar, mas especialmente no período ditatorial, a Igreja Católica teve uma atuação decisiva na defesa dos direitos humanos e na defesa da vida e da liberdade. Muitos mártires católicos no Brasil surgiram neste período. Como a senhora vê a Igreja hoje e qual a perspectiva para o futuro?

Luiza Erundina: A Igreja Católica da Teologia da Libertação cumpriu um papel determinante na defesa dos direitos humanos e na democratização do país. Hoje, porém, tem uma posição recuada em relação a questões de natureza política de interesse geral da sociedade. Cito como exemplo a luta pela criação da Comissão Nacional da Verdade para investigar os crimes da ditadura militar e punir os responsáveis por eles. Até hoje a Igreja não se manifestou a esse respeito.

Rogate: Em decorrência dos recentes casos envolvendo ministros e repasse de verbas para Organizações Não Governamentais, o Governo Federal tem sido extremamente exigente com as entidades sociais, burocratizando o repasse de recursos e dificultando o trabalho das entidades. Isto tem causado transtornos que podem inviabilizar muitos atendimentos sociais. O que deveria ser feito para solucionar ou minimizar o problema?

Luiza Erundina: É preciso uma regulamentação clara e simplificada e, sobretudo, uma fiscalização permanente e rigorosa.

Rogate: Como estimular a participação dos jovens na vida política do país?

Luiza Erundina: Passa por educação política dos jovens nas escolas, em todos os níveis, nas famílias e comunidades que eles frequentam.

Rogate: Há quem diga que vivemos tempos pós-modernos, onde o consumismo, a busca pelo prazer, o relativismo, a globalização, entre outros aspectos, têm abafado a luta por ideais. Qual o impacto de tudo isso na participação política, em especial dos jovens?

Luiza Erundina: O modo de vida atual, estimulado pela mídia que reforça o individualismo, a competição e a falta de solidariedade, sem dúvidas contribui para o descrédito em relação a sonhos e utopias e, consequentemente, para arrefecer a luta e o compromisso com ideias, o que certamente impacta negativamente na participação política, especialmente dos jovens.

Rogate: É possível afirmar que diante da redemocratização e dos “novos tempos”, a participação político-partidária tem sido substituída por outras bandeiras, como a luta em defesa da ecologia, por exemplo?

Luiza Erundina: Os partidos políticos deixaram de ser referência por terem perdido sua identidade ideológica e política e, por isso, não passam de legendas para disputa de poder. Assim, a luta política passou a ser feita através dos movimentos em torno de questões temáticas, como a ecologia. Contudo, não são excludentes; podem se completar e se reforçar.  
Rogate: O fato de o PT estar à frente do Governo Federal por três mandatos, e muitas lideranças políticas que atuavam no movimento popular estarem inseridas no governo, pode ser uma das explicações para a pouca participação da juventude na política e a desestruturação de alguns movimentos populares?

Luiza Erundina: Isso influenciou, mas não é a única explicação. Os jovens perderam o interesse pela política e deixaram de participar por várias razões, sendo a mais importante, a meu ver, o esvaziamento dos partidos políticos. Quanto à desestruturação de alguns movimentos populares, isso se deve ao fato de as lideranças não terem sido renovadas e as bandeiras de luta terem se esgotado. Além disso, as instituições que mais contribuíam para sua formação política, como as Comunidades Eclesiais de Base, o Partido dos Trabalhadores, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras, deixaram de fazê-lo.

Rogate: Qual sua opinião sobre a situação política, social e econômica do Brasil de hoje em comparação com o passado?

Luiza Erundina: A situação econômica e social do Brasil está melhor. Já a situação política é grave. A representação está em crise. A democracia direta não está sendo exercida, os partidos políticos pouco significam e há um descrédito generalizado nos políticos. E, pior que isso: desacredita-se na política. A corrupção tem sido fator de desprestígio e rejeição da ação política, o que é muito grave para a democracia.

Rogate: Estamos em um ano eleitoral e os cidadãos têm uma grande dificuldade para escolher um candidato que mereça o seu voto. A senhora poderia indicar alguns critérios a serem usados na hora da escolha dos candidatos?

Luiza Erundina: Antes de tudo, é preciso conhecer a história do candidato, saber quais são suas propostas e analisar se correspondem ao cargo que está disputando. É preciso também conhecer as posições e os compromissos do partido pelo qual disputa, embora atualmente isso pouco signifique. Exigir do candidato ou candidata, sobretudo, comportamento ético na vida pessoal e na vida pública.

Rogate: Você nunca deixou de lutar por aquilo que acredita, e sempre foi guiada pela fé e pela esperança. Que mensagem poderia deixar aos animadores e animadoras vocacionais, leitores da revista Rogate.

Luiza Erundina: A fé e a esperança são virtudes cristãs que devemos viver em plenitude, encarnadas na história pessoal e na história construída junto com os irmãos. É isso, a meu ver, que dá sentido à escolha que fazemos e que acreditamos ser o desígnio de Deus sobre nós. A fidelidade a esse desígnio nos faz pessoas mais felizes.














Dica do Amigo Leitor: "Reflexão: o que é ser um profissional de sucesso?"

Agradeço a dica de minha querida amiga Giovana, que é alguém que me inspira enquanto trajetória profissional, me mostra que devemos nos entregar a voz da nossa vocação, que está sempre a sussurrar, por outras vezes a gritar, nos levando em direção a plena realização. Apenas temos que ter coragem de mudar de direção rumo ao novo!

Aproveito e indico seus belos blogs:

                                                                           Daniela

Reflexão: o que é ser um profissional de sucesso? (conforme orginal)

 

Ao longo da vida, principalmente quando cursava o Ensino Médio, sempre ouvi comentários e conselhos acerca do profissional bem sucedido. A imagem desse profissional era normalmente vinculada a grandes empresas e negócios, sendo jovem e rico. Raras vezes ouvia sobre realização pessoal ou satisfação que não fosse ligada aos ganhos materiais. Por isso, o que se criou foi: não importa o que você faça, o importante é que ganhe dinheiro.

Com o tempo e observação de alguns exemplos, percebi que a realização profissional não se encontra no salário que se ganha e sim no gosto em se fazer aquilo. Há muitas pessoas que não são empresárias, não trabalham em multinacionais e não ganham tanto, porém sentem-se felizes com o que fazem, tendo um salário que satisfaz a todas suas necessidades.............

Continue a leitura em:    

http://tracosdescritos.blogspot.com/2010/12/reflexao-o-que-e-ser-um-profissional-de.html

 



Sonhar ou Subsistir? Para qual caminho está indo sua carreira?


Recentemente tive oportunidade de assistir a duas interessantes palestras que motivaram as postagens deste mês. Uma delas foi no final do semestre passado, quando eu ainda esta dando aulas como professora substituta e tive o prazer de assistir com meus alunos de graduação a palestra do supervisor geral das Lojas CEM José Domingues Alves (uma história de vida e uma construção de carreira inspiradora, que se iniciou aos 7 anos de idade quando teve seu 1o. emprego). Outra foi mês passado, também na universidade, dessa vez com os alunos de pós-graduação MBA Gestão de Pessoas, uma palestra com o responsável pelo setor de RH da Embraer, o engenheiro Simeão Lauro de Souza (palestra muito dinâmica, onde ele consegue ser  divertido e altamente técnico ao mesmo tempo). 

Apesar dos temas terem sido diferentes e o público também,  coincidentemente houve a mesma pergunta por parte dos alunos em ambas as palestras, e os 2 profissionais também por coincidência têm mais ou menos o mesmo tempo de casa, em torno de 25 anos na mesma organização. A pergunta dos alunos foi:

"O que lhe motiva a continuar na mesma organização durante todos estes anos?"

E ambos deram a mesma resposta: 

            "Através desta empresa eu pude realizar os meus sonhos!"

E cada um a sua maneira falou o quanto que a empresa em que trabalham os fazem felizes, realizados profissionalmente, propiciaram crescimento em suas carreiras e também para suas vidas como um todo. O que me chamou a atenção foi a prontidão em suas respostas, sem exitação e demonstrando satisfação em pertencer.

Depois da ultima palestra me veio o pensamento da frase do título desta postagem: sonhar ou subsistir. Quantas vezes uma organização só favorece a subsistência, mas não permite os sonhos. Em outras a rotina nos absorve e nos tira do foco, nos prende no "aqui agora", e acomodamos na subsistência, perdendo de vista os sonhos que nos impulsionaram no passado e a visão de futuro. 

Atualmente sabe-se que a gestão de carreira é de responsabilidade do indivíduo, o qual deve ter uma postura ativa. Investir na própria carreira é favorecer os meios concretos para a realização dos seus ideais, portanto acredito que sua gestão deve ser precedida da tomada de consciência de seus desejos, sonhos e sentido pessoal de missão. Uma carreira bem gerenciada permite também  ao profissional ganhar poder de escolha, tornando a entrada para uma organização de fato um relação. Claro que na prática isso nem sempre é tão simples, sobretudo quando se sente que é o momento de fazer ou se está em transição de carreira.

Enquanto estou refletindo me lembrava do Ciclo de Desenvolvimento de Carreira do autor Huberman (1997), que eu gosto muito. Para quem não conhece, de forma resumida este autor divide o ciclo de vida profissional nas seguintes fases: 

Entrada na carreira (2-3 primeiros anos): onde a pessoa entra em contato com a realidade real de sua profissão (“choque de realidade”). Fase de experimentação e autoavaliação.

Estabilização (4-6 anos): formação da identidade profissional, encontro com estilo próprio de trabalho.

Diversificação (7-25 anos): fase de maior criação/inovação, maior motivação na carreira.

Pôr-se em questão (25-35 anos): fase de questionamento, revisão e reflexão sobre sua vida e carreira

Serenidade e distanciamento afetivo (35-40 anos): fase onde o nível de previsibilidade dos eventos do trabalho é grande e há um menor investimento na profissão.

Desinvestimento: fase final de carreira onde não há mais investimento nem na profissão e nem na organização. Pessoa passa a se dedicar mais a si mesma. Dependendo da avaliação feita de sua carreira pode terminar com tranqüilidade essa fase, ou entrar em processo de amargura se a avaliação foi negativa. É um momento em que a pessoa pode ou caminhar em direção a aposentadoria ou redirecionar sua vida profissional.

O que tenho refletido nessas ultimas semanas é que a carreira é da pessoa, mas sua  vivência e possibilidade de efetiva realização depende de um contexto de relações dos mais diversos tipos e níveis de formalidade.

No que se refere a uma organização de trabalho (uma empresa, uma escola, setor público, etc) penso que mesmo nesses tempos modernos ela ainda exerce forte poder de direcionar a trajetória dos profissionais, mas um poder que é exercido a nível subjetivo. É um poder que atinge nossos ideais, nos tornando pessoas cada vez melhores e realizadas, assim como os palestrantes que cito acima. Um poder que alarga nossos horizontes, sobretudo interiores. Como dizia o supervisor das Lojas CEM, o qual tinha um sonho e desejo de crescimento desde criança e no meio de sua trajetória de vida, encontrou uma empresa que comungava os mesmos ideais, portanto poderia ali encontrar sua realização pessoal. Mas nós que estudamos a área de QVT e Saúde Mental no Trabalho, sabemos bem que esta não é bem a regra, são inúmeras as pesquisas que mostram o quanto esta influência da organização pode também ter alto poder desmotivador. 

Para facilitar esta reflexão que sugiro nas próximas postagens o tema Contrato Psicológico, que nos ajuda a compreender de forma técnica o processo subjetivo de adesão e compartilhamento de ideais e necessidades entre pessoa e organização. E a partir disso como a trajetória de carreira é influenciada. Um tema fundamental, mas que muitos empregadores não enxergam sua importância, não se dão ao trabalho de cultivar a relação organização – funcionário (via processos de gestão).

Quando relembro minha história profissional, felizmente eu tive superiores que se preocupavam em fortalecer vínculos, conhecer e satisfazer na medida do possível as necessidades de seus subordinados. Relembro meu primeiro emprego, já distante 20 anos, era uma pré-escola particular, pequena, que na época tinha 1 ano de existência. A proprietária era sonhadora, tinha idéias inovadoras para a época relacionadas a questão ecológica, e a forma como ela nos tratava nos motivava a investir nossos desejos naquela escola. Tive também outra experiência já na universidade na época de graduação, onde eu tinha uma espécie de bolsa trabalho na clinica escola do curso, e havia uma coordenadora que tinha a delicadeza de observar os gostos de todos os que freqüentavam a clinica (entre professores, estagiários e bolsistas), chegando a ponto de que diariamente a cozinha se tornasse um espaço de prazer, fazendo questão que houvesse os biscoitos preferidos de todos no espaço de café, para que os professores e estagiários recobrassem energia entre os atendimentos.

Outra experiência interessante era um grupo de pesquisa que eu participei onde todo começo e final de ano, a coordenadora fazia o ritual de recontar a sua trajetória, a trajetória do grupo, destacava as vitórias, os desafios vencidos e o prazer de estarmos juntos. Na minha pesquisa para a monografia do MBA em Gestão de Pessoas, também presenciei algo semelhante na primeira reunião do ano letivo no colégio pesquisado, onde os coordenadores pediram para os professores falarem porque escolheram continuar na escola naquele ano, e os novos falarem de suas motivações para escolherem aquele colégio, e juntos começaram a projetar o futuro próximo (ano letivo), selando um comprometimento pela mesma causa.

Enfim, com 11 anos de formada estou na fase onde é forte o desejo de criar, estudar, questionar o mundo e poder colocar a serviço do outro tudo o que aprendi. Na prática venho descobrindo que o melhor caminho para eu poder crescer na minha carreira é resgatar o espírito empreendedor que sempre me acompanhou desde os tempos de escola. O espírito empreendedor tem me ajudado a encontrar até o momento parceiros de trabalho, com quem posso experimentar num outro nível (relação profissional – profissional) a dimensão da adesão a um trabalho, projetos profissionais, motivada pela comunhão de ideais. 

Quando eu estiver na fase final de minha carreira desejo ser como estes dois palestrantes, que com minha realidade outros encontrem inspirações para viver seus sonhos.

                                                                                               Daniela



 
 





















Conteúdo e Quebra do Contracto Psicológico e Comportamentos Individuais de Gestão de Carreira

Um belíssimo material de pesquisa onde autora traz uma extensa revisão de literatura sobre o conceito de contrato psicológico.  

Para quem gosta de ler teses de mestrado/doutorado, que é meu caso, vai apreciar e muito este material. É um trabalho bem extenso, portanto estou em fase de leitura, mas do que li até agora  me ajudou a responder algumas reflexões que tenho feito sobre minha própria trajetória profissional. Essencialmente o contrato psicológico se refere a adesão interna que o individuo faz a uma organização a partir de uma relação de atendimento (ou não!) de expectativas e necessidades. Que necessidades são essas? Isso é bem relativo, mas tenho observado nos artigos que pesquisei se refere basicamente a cumprir aquilo que se promete, reconhecimento e oportunidade de crescimento.

Fica a dica desta excelente leitura!

                                               Daniela

........................................................................................................


Conteúdo e Quebra do Contracto Psicológico e Comportamentos Individuais de Gestão de Carreira

Ana Paula Vieira Gomes Ferreira

Tese de Doutoramento em Ciências Empresariais
Área de Organização e Políticas Empresariais
Universidade do Minho – Portugal

Contratos psicológicos nas organizações: bases de sua construção

Este é um bom artigo conceitual para quem quiser ler um conteúdo breve, mas bem estruturado sobre contrato psicológico. O bom entendimento deste tema favorece que na relação organização x empregados, se saia do pensamento de senso comum de "vestir a camisa da empresa", para a compreensão de que o comprometimento e adesão aos objetivos organizacionais é um processo que ocorre à nível subjetivo a partir do dinamismo de relações cotidianas entre as partes. Importante notar o papel dos superiores nesta intermediação.

Uma boa leitura!

                                                                     Daniela

.................................


Contratos psicológicos nas organizações: bases de sua construção

Maria Júlia Carvalho Anbreu e Georgina Alves Vieira da Silva

Revista de Gestão USP, São Paulo, v. 13, n. especial, p. 93-104, 2006

Resumo (conforme original)

Este artigo descreve e analisa a formação do contrato psicológico em uma grande empresa brasileira do setor de mineração. Primeiramente, faz-se revisão teórica a respeito do tema “contratos psicológicos”, descrevendo e explicando o fenômeno e sua importância. Em seguida, serão abordadas algumas das suas conexões com outros elementos intrínsecos e extrínsecos existentes na organização, como a comunicação chefe-subordinado, a fim de facilitar a compreensão da dinâmica comportamental e organizacional. Os dados foram coletados por meio de entrevistas individuais em profundidade, realizadas na área operacional (mecânicos e eletricistas) da gerência de manutenção de equipamentos de minas, localizada no Estado de Minas Gerais. O estudo caracteriza-se por realizar uma abordagem qualitativa e a análise utilizou o modelo proposto por Rousseau (1995), identificando 6 características da presença do contrato psicológico na organização. As conclusões do estudo apontam a existência de expectativas mútuas e de um pacto “invisível” entre indivíduo e organização, que chamamos de contrato psicológico e que tem correlação com o comportamento humano na organização.

Continue a leitura em: 

Video: Os desafios extras na conciliação da carreira e a criação de filhos(as) com deficiências

Assisti semana passada. Muito interessante!  Existe um antes e um depois do nascimento de um filho e é uma pena não considerar a riqueza des...