Mostrando postagens com marcador Saúde Mental e Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde Mental e Trabalho. Mostrar todas as postagens

Para refletir: "Trabalho e Descanso" colocações de Ana Paula Barros - Blog "Salus in Caritate"

Apresento para os Amigos Leitores uma interessante colocação (não exatamente uma palestra) que eu assisti em um canal do youtube que eu acompanho que se chama "Salus in Caritate" produzido por Ana Paula Barros, Fisioterapeuta, aqui da vizinha Piracicaba-SP.  

Navegando em meu blog há de se perceber que muitas postagens que faço têm muito haver com minha Fé católica, e consequentemente apresentam minha visão de mundo, do trabalho e das pessoas. Considerando que somos um todo, não há como dissociar a vida profissional das nossas crenças e herança religiosa. Obviamente que o ambiente profissional não é um espaço de catequese da forma como muitos entendem no sentido de ficar pregando a Bíblia, "evangelhizando", até para não acabar provocando uma reação inversa :"xi....lá vem o chato...."; é um espaço plural onde temos o dever de respeitar e conviver com as diferenças de crenças existentes e manter o foco no que de fato interessa, ou seja, trabalhar. E a Ana Paula diz algo muito importante em sua colocação de que evangelhizar neste contexto é executar de maneira perfeita o seu trabalho. Na prática sabe-se que o verdadeiro testemunho é silencioso, vem através das posturas que são captadas pelos terceiros, por aquilo que não é dito.

Outra colocação dela que eu acho muito importante é o trabalho como Dom de Deus. Infelizmente na literatura acadêmica na área de saúde e trabalho, sobretudo na área de saúde pública (que tem muita influência dos movimentos sindicais) já se popularizou a definição de trabalho = tripalium, um instrumento de tortura, a luta de classes no capitalismo entre operários e patrão (oprimido versus opressor), ou ainda numa perspectiva bíblica bem reduzida, o trabalho como sendo um castigo de Deus para Adão após a sua expulsão do Paraíso devido a sua desobediência.  Porém existem outras formas que o trabalho pode ser visto e costumo em aulas e palestras apresentar o trabalho pela perspectiva teológica, como missão, vocação e colaboração na criação de Deus. Se observarmos o mundo, as grandes invenções, o avanço da medicina, da engenharia, da informática, quantas maravilhas criadas a partir do trabalho humano. Eu sou de uma geração digamos intermediária quanto ao acesso a informática e algumas tecnologias do universo doméstico em que dá para ter uma visão bem interessante do antes e depois de certas tecnologia, e coisas simplesmente inimagináveis há 20-30 anos atrás temos hoje na "palma da mão" (literalmente!) que facilitam a vida e fico admirando como alguém teve inteligencia para criá-las.  Na área médica por exemplo resgato entre tantas maravilhas que vemos na mídia como transplantes, sobrevivência de prematuros extremos, operações de bebês siameses, uma notícia que na época me encantou profundamente: 

"Hospital público registra cura inédita de raiva no Brasil" ( a notícia é de 2008 e foi menino de 15 anos, atendido no SUS no Nordeste; esta notícia saiu em vários sites na internet)
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3330153-EI298,00-Hospital+publico+registra+cura+inedita+de+raiva+no+Brasil.html

Fala se isso não é um milagre!!!! Sabedoria Divina agindo por intermédio da inteligencia, vontade e Amor pela Vida, de um grupo de profissionais. Não importa muito a confissão religiosa destes profissionais, ou se são ateus, o importante é o Amor a Vida, isso basta para aciona o Divino que todos temos ( a psicologia prova isso), mas nem sempre nos damos conta. 

E claro os pequenos milagres cotidianos, onde no vulgar do trabalho diário melhoramos a Vida que está em nosso entorno. 

Aí fica a questão: frutos bons só saem de árvores boas! Nesta perspectiva como o trabalho é classificado por muitos como "maldição" se é fonte de bençãos para a humanidade???? 

Voltando ao vídeo, há muitas outras colocações muito sábias que é interessante apreciarem através da própria Ana Paula.  Se quiserem saber mais sobre seu trabalho ou fazer contato com a  mesma, encontre-a nas seguintes redes sociais:

Youtube: https://www.youtube.com/user/FtAnapau...

Grupo no facebook :https://www.facebook.com/groups/83774... 

Blog: http://salusincaritate.blogspot.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/salusincarit...

Insta: salusincaritate

Twitter: @salusincaritate



Apreciem!!!!








Reflexão : Há um tempo para tudo....Eclesiastes 3,1-11


Há um momento para tudo e um tempo para todo propósito debaixo do céu.

Tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar a planta.

Tempo de matar e tempo de curar;
tempo de destruir, e tempo de construir.

Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de gemer e tempo de bailar.

Tempo de atirar pedras e tempo de recolher pedras.;
tempo de abraçar e tempo de se separar.

Tempo de buscar e tempo de perder;
tempo de guardar e tempo de jogar fora.

Tempo de rasgar e tempo de costurar;
tempo de calar e tempo de falar.

Tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.

Que proveito o trabalhador tira de sua fadiga? 
Observo a tarefa que Deus deu aos homens para que dela se ocupem:
 tudo o que ele fez é apropriado em seu tempo. 
Também colocou no coração do homem o conjunto do tempo,
 sem que o homem possa atinar com a obra que 
Deus realiza desde o princípio até o fim. 


Retomando o Blog ou saindo do Silêncio......

Algo que aprendi em pesquisas acadêmicas e sempre falo para meus alunos é que o silêncio também é resposta, o silêncio em algumas ocasiões responde melhor do que as palavras. Depois de muito refletir concluo que meu blog está em silêncio; só quem é mãe, pai, cuidador entende este silêncio. 

Existe aquilo que se quer e aquilo que é possível. Ou aquilo que enquanto grávida se imagina que vai fazer (e já se tem desenhados vários projetos) e aquilo que realmente se consegue fazer após o nascimento. Há o momento de escrever, refletir e o momento de viver. Só há o quê escrever após viver. Vivendo descobri que transitamos entre superestimar e subestimar nossas próprias forças. Vivendo descobri que a maior preciosidade que temos na vida é o Tempo, que passa a ser do outro quando se escolhe ser mãe. 

Este tempo de adaptação em retornar ao trabalho e cuidar de minha filha, que acabou de completar 2 anos, foi muito difícil, cansativo, mas me trouxe muitas reflexões sobre ser trabalhadora e mãe que desejo compartilhar no blog dentro do possível. 

O Tempo...... para um filho, marido, família, vocação eu oferto meu tempo. Por ser oferta é escolha, e mesmo com algum sofrimento sempre há crescimento e novas possibilidades. Mas e o trabalho? Quantas vezes é um tempo roubado e não escolhido? 

O Tempo da mãe também faz o da criança. Em dias de frio, chuva, quando a bebê está meio amuada e tenho que tirá-la do berço quentinho para sair para trabalhar (eu não tenho parentes na mesma cidade e é muito difícil encontrar serviço de babá particular por aqui) fico pensando que a criança se torna proletária junto com sua mãe. É isso mesmo! Ela de certa forma "trabalha" pois faça chuva ou sol tem que acordar cedo e sair junto com a mãe, chega em casa junto com mãe, em tenra idade já tem que entrar no ritmo da escolinha e aproveita tão pouco o aconchego de seu próprio bercinho. Eu ainda tenho o privilégio de ter jornada de 6 horas e morar a poucas quadras do meu emprego, então passo a tarde quase toda em casa,mas mesmo assim sinto.

Há muitos ano eu assistia um documentário sobre a história do vestuário e num determinado momento quando foi abordado sobre o inicio da industrialização em massa de roupas femininas e infantis, a criação de tecidos leves, permitindo seu barateamento e acesso, foi dito algo mais ou menos assim: a roupa industrializada veio libertar a mulher (que até então confeccionava todo vestuário da família em casa) e por consequência libertou a criança que passou a poder brincar pois agora podia sujar as roupas, já que agora era simples a reposição. E com isso a mulher passou a ter também mais tempo para a criança e para outras atividades. Este documentário sempre volta em minha mente e fazendo um paralelo me ponho a pensar no meu trabalho, em tantos tipos e qualidades de relações de trabalho e emprego existem e o quanto a Gestão de Pessoas é importante para a criança, que ela pode aprisionar ou libertar também a criança. 

Eu ainda estou elaborando meus pensamentos.....




























fonte da imagem: http://www.mindfiresolutions.com/blog/2014/02/10/a-working-mothers-perspective/















CIESP Limeira - Palestra:“Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho e sua importância nas Políticas Públicas em Saúde do Trabalhador”

Agradeço em nome da Equipe do Núcleo de Vigilância em Saúde do Trabalhador a acolhida dos participantes.
                                                                                  Daniela

Conselho Nacional de Saúde: Aprovada Política Nacional de Saúde do Trabalhador‏

A reunião de aprovação aconteceu ontem na Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde. No anexo segue a minuta da Política Nacional de Saúde do Trabalhador da qual o texto abaixo se refere (acredito que o texto está em fase de ajuste para publicação).

Mesmo para quem não atua diretamente no setor público é importante tomar conhecimento dessa política, sobretudo proprietários de empresas (de todos os portes e ramos de atividade) e todos aqueles que coordenam qualquer tipo de organização (inclusive filantrópicas/assistenciais) onde existam relações formais e/ou informais de trabalho (relação patrão - empregado; organização - prestador de serviço)
                                                                              Daniela

...............................................
<><><><>
Brasília, 15 de dezembro de 2011

Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora é aprovada no Pleno do CNS
 
A atenção integral da saúde do trabalhador e a redução da mortalidade provocada por acidentes de trabalho foram os aspectos discutidos na tarde desta quinta-feira (15) durante a 228ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Na ocasião foi apresentada e aprovada pelos conselheiros a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A previsão é que o documento seja assinado pelo presidente do CNS e ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda em dezembro.

O coordenador geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Carlos Vaz, fez uma breve retrospectiva sobre como se deu a construção da política e a pactuação do processo nas três esferas de governo. Além disso, o coordenador apresentou a estrutura geral do programa. “Entre as principais diretrizes estão o fortalecimento do componente de vigilância, assim como, a questão da promoção da saúde, que precisa avançar ainda mais”, explica.

Para o coordenador da Comissão Intersetorial da Saúde do Trabalhador (CIST), Jorge Venâncio, a vigilância e investigação ativa nos locais de trabalho são fundamentais para a construção de uma base de dados de forma a orientar melhor as estratégias da política. Segundo ele, casos de invalidez e de morte causados por acidentes de trabalho são registrados pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], mas apenas em situações de trabalhadores com carteira assinada.

“Esses indicadores representam apenas um recorte da realidade em razão da grande quantidade de autônomos no país. A política é um passo a frente importante, mas a luta também é para se construir um indicador universal de mortalidade do trabalhador, a partir de dados do SUS, para que aí sim, conhecendo a realidade, metas possam ser construídas e voltadas para a redução de acidentes”, avaliou o coordenador da CIST.

Ainda de acordo com Venâncio, um levantamento do INSS de 2010 apontou que mais de 2.700 mortes foram ocasionadas por acidentes no ambiente de trabalho. Segundo o conselheiro, essa situação se agrava com os trabalhadores rurais e autônomos que muitas vezes não contam com o estabelecimento de uma jornada máxima de trabalho. “Os contratantes não sofrem punição ou penalidades. É preciso mudar esse quadro”, destacou.

A conselheira nacional, Maria do Socorro de Souza, coordenou a última mesa da 228ª Reunião Ordinária. O Pleno do CNS volta a se reunir em 25 e 26 de janeiro de 2012.
<><><><> <><><><> <><><><> <><><><> <><><><>
Equipe de Comunicação do CNSFone: (61) 3315-3576/3179
Fax: (61) 3315-2414/3927
e-mail:
cns@saude.gov.br
Site: www.conselho.saude.gov.br

A Relação Prazer e Sofrimento no Trabalho em Serviço Público e o Desafio da Reflexão Conjunta entre a Gestão de Pessoas e a Saúde Mental no Trabalho (completo)

Daniela Cristina dos Santos
Dalila Alves Corrêa
João Petrúcio Medeiros da Silva
Marcela Hipólito de Souza e Silva 

Trabalho apresentado nos seguintes eventos (em ambos constam em Anais) 

VI Colóquio Internacional de Psicodinâmica e Psicopatologia do Trabalho/  I Congresso da Associação Internacional de Psicodinâmica e Psicopatologia do Trabalho.  Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina desta Universidade e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. São Paulo-SP (2010)

 8º. Congresso de Pós-Graduação na 8ª. Mostra Acadêmica da UNIMEP. Tema : “Desafios da Educação Superior na Agenda do Novo Milênio”. Piracicaba-SP, UNIMEP. (2010)



RESUMO

A proposta deste trabalho é estimular a reflexão sobre a importância e os desafios da promoção da saúde mental no trabalho, através do dialogo interdisciplinar entre a Psicodinâmica do Trabalho e a Gestão de Pessoas. Através de uma reflexão teórica tendo como contexto o serviço público, discutimos o papel do sofrimento do trabalho que pode ser caminho de crescimento quando pode ser assumido, bem como de adoecimento, quando negado pelas normas disciplinadoras presentes no modelo burocrático de gestão. O principal desafio neste dialogo, é o dialogo desarticulado entre  pesquisadores e profissionais.

Palavras-chave. Gestão de pessoas, psicodinâmica do trabalho, gestão social
 



INTRODUÇÃO

Neste trabalho propomos uma reflexão sobre como pensar a promoção da saúde mental no trabalho através da aproximação interdisciplinar entre a Psicodinâmica do Trabalho e a Gestão de Pessoas, visto que não há como esta promoção ser possível sem um diálogo efetivo, uma vez que tanto na literatura quanto na prática profissional constata-se que a qualidade da saúde mental do trabalhador está estreitamente relacionada com as políticas e práticas de Gestão de Pessoas. A área organizacional, através da Gestão de Pessoas, pode se tornar possibilidade de resolutiva e não ser apenas vista como parte do problema no processo de sofrimento mental do trabalhador, uma vez que em seus diversos processos encontramos os elementos de ligação entre a organização e o individuo enquanto prática, entre a administração de empresas e a saúde no trabalho enquanto área de conhecimento, que determinam a vivencia da relação prazer e sofrimento no trabalho.
Por se caracterizar também como um campo complexo, a saúde mental no trabalho demanda o diálogo interdisciplinar para se compreender a relação entre trabalho, saúde e subjetividade. Superar o modelo cartesiano diante de objetos e situações complexas favorece a produção de conhecimento e a criação de estratégias de intervenção. (Santos e Correa, 2007) A interdisiciplinariedade se refere a uma situação de troca e interação entre duas ou mais disciplinas (mas não de simples sobreposição), diante de objetos dinâmicos, que não podem ser rotulados e que não se revelam inteiramente, exigindo uma forma de pensar complexa, que só é possível com a mudança de pensamento, uma visão de objeto de estudo em contexto, e uma postura dialética capaz de unir conceitos até então antagônicos e compartimentalizados. (Santos, 2007; Vasconcellos, 2003). Para tanto traz como desafio a necessidade do aprendizado da cultura e linguagens de várias disciplinas e o confronto com o conhecimento disciplinar já estabelecido, estabelecendo novos paradigmas e novas abordagens metodológicas e conceituais. (Santos, 2007).
A Psicodinâmica do Trabalho se apóia nos conhecimentos de psicanálise, da teoria social e da relação entre trabalho e saúde mental. Procura compreender a vivencia subjetiva do trabalhador a partir da tensão entre o prescrito e o real, presente na organização do trabalho e nas relações sociais inerentes ao trabalho.  Esta vivencia subjetiva é intermediada pela afetividade da pessoa, aciona defesas e potencialidades individuais e coletivas e é vivida e sentida a nível psíquico e de corpo. Nesta relação afetiva a pessoa se descobre como ser humano, entra em contato com as limitações presentes em si próprio e nas situações. Inicialmente a Psicodinâmica nasce da clinica, mas no momento presente também tem dialogado com outras áreas de conhecimento como as ciências sociais. (Deranty, 2008; Dejours, 2004)
O ponto que destacamos na psicodinâmica é a potencialidade existente no sofrimento experimentado no processo continuo de reinvenção do trabalho, para torná-lo possível. A experiência de trabalho só acontece de fato e se torna uma experiência subjetiva construtiva, quando entre o prescrito e o real , nos eventos não previstos e relações pessoais que tensionam esta relação, a pode-se encontrar e criar estratégias de resistência e transformação a partir do real. O sofrimento é intermediado pela experiência afetiva, que é a impressão subjetiva da realidade e é o ponto de partida de conquista e engrandecimento do mundo e de si mesmo.(Dejours, 2004) De acordo com Brant e Minayo-Gomez (2004) o sofrimento se transforma em dor e adoecimento quando  sua presença não é aceita no processo de trabalho, porque denuncia situações de dominação e resistência, de prazer e dor presentes na gestão do trabalho. A partir de interesses disciplinares no ambiente de trabalho, não são consideradas a dimensão cultural implícita no discurso de sofrimento do trabalhador, mas se reduz a uma ação de medicalização e rótulos de patologias, muitas vezes com a conveniência de gestores e médicos que atuam num processo de convencimento das famílias para fins de afastamento deste trabalhador. A conseqüência disso pode ser refletida através do estudo de Deranty (2008) sobre a sensação de precarização da existência que as pessoas individual e coletivamente experimentam a partir das mudanças dos processos de trabalho. Este autor faz uma releitura de Dejours discutindo a sua importante contribuição para a teoria social contemporânea e os diálogos possíveis da psicodinâmica com esta área de conhecimento. Em linhas gerais é debatida a visão de Dejours de que as patologias individuais e sociais decorrentes desta precarização  a destruição de laços sociais e da psique, a presença da mentira, da negação da realidade e do sofrimento não poder ser dito. 
Diante do exposto o entendimento do papel da afetividade e do sofrimento do trabalho, bem como da escuta e valorização da percepção do trabalhador, abrem caminhos de possibilidade de uma efetiva promoção da saúde mental em conjunto entre as áreas de saúde e gestão. Porém esta possibilidade traz consigo desafios teórico-práticos importantes que apresentamos a seguir.


OBJETIVO:  proporcionar reflexão teórica sobre a relação saúde mental e trabalho na relação entre psicodinâmica do trabalho e a gestão de pessoas

DESENVOLVIMENTO

Metodologia

Estudo exploratório, descritivo, de caráter teórico considerando-se pesquisas sobre servidores públicos, a relação gestão, trabalho e saúde mental, a visão do serviço público e as peculiaridades dessa atividade.
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO

A Gestão de Pessoas se dedica pouco a reflexão de seu papel nas práticas de Qualidade de Vida no Trabalho na administração pública. Também de acordo com Thoenig  (2007) constata-se a nível internacional nos últimos anos um declínio de interesse de pesquisas na área de estudos organizacionais voltados para a administração pública, portanto esta é uma área relevante de pesquisa, inclusive para o pleno entendimento da própria burocracia, uma vez que é o modelo ainda mais encontrado e pesquisado na gestão pública. (Feeney e Dehart-Davis, 2009; Motta, 2007; Secchi, 2007, Maximiano, 2004). O modelo burocrático por suas características como a pouca margem de negociação entre trabalho prescrito e trabalho real, a padronização das tarefas, a impessoalidade e a separação entre planejamento e execução (Feeney e Dehart-Davis, 2009; Motta, 2007; Oliveira, 2007; Secchi, 2007, Maximiano, 2004) de forma geral costuma ser associado como limitador do trabalhador em vários aspectos, mas estudos como de  Feeney e Dehart-Davis, (2009) de como a percepção do controle burocrático influencia o comportamento de funcionários públicos, encontraram resultados interessantes de que podem existir pontos positivos neste modelo, ou seja, a questão não é apenas eliminar a burocracia.
Carneiro (2006) afirma que a administração pública tem dificuldade em lidar com a saúde do trabalhador, considerando-a responsabilidade apenas da área de saúde, limitando as ações em pericias médicas, de forma isolada sem uma proposta em saúde do trabalhador que de fato interfira no ambiente e na organização do trabalho. Para o autor a saúde do trabalhador é uma atribuição fundamental da gestão de pessoas, pela possibilidade de respostas e intervenções nos ambientes de trabalho que não estão ao alcance do setor de pericias médicas. No entanto estas temáticas não fazem parte da capacitação gerencial em administração pública.  Como reflexo da falta desta temática na formação de gestores públicos, e de que os servidores em situação de sofrimento adoecem e são excluídos do seu ambiente podem ser vistos em dados como os da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) que aponta que o maior índice de benefícios auxílios-doença previdenciários concedidos no mês de agosto de 2009, aos servidores públicos, são relativos aos transtornos mentais e comportamentais (BRASIL, 2009) e o estudo de Cunha, Blank e Boing (2009) que analisando 40.370 afastamentos em servidores públicos estaduais (São Paulo e Santa Catarina) constataram um decréscimo nas taxas de afastamentos, porém com aumento da média de dias de afastamento, sendo predominantes os transtornos mentais (transtornos e episódios depressivos) e doenças do sistema osteomoscular . Além de inúmeras pesquisas focando categorias profissionais ou grupos funcionais, onde se percebe claramente a relação do adoecimento mental e fatores de gestão.
            No dialogo interdisciplinar entre saúde mental e gestão há de se pensar os seguintes momentos do processo de construção do conhecimento até sua aplicação: o momento de amadurecimento teórico que cada área de conhecimento se encontra, a construção conjunta do conhecimento entre pesquisadores e profissionais, e a implantação prática.
A área de Gestão de Pessoas de acordo com Lynham (2000) é relativamente nova e está em fase de amadurecimento teórico prático o que é fundamental para sua consolidação. Por ser uma ciência aplicada sua construção teórica precisa de múltiplas perspectivas de pesquisa, bem como de uma reflexão profunda no pensamento filosófico que sustenta a teoria e a da sua transposição para a prática. Um ponto importante que o autor apresenta é que a construção do conhecimento na área aplicada é feita em conjunto entre pesquisadores e profissionais, mas que existe uma tensão que permeia esta relação, sobretudo por parte dos profissionais que não têm formação na área de pesquisa, e acabam se prendendo apenas aos seus aspectos utilitários, realizando críticas pouco positivas. De outro lado o pesquisador deve ter em mente que na pesquisa em conjunto, esta é uma expectativa que existe por parte dos profissionais e deve ser considerada. Short, Keefer e Stone (2009) fazem colocação semelhante de que as lacunas que existem na relação teoria e prática em Recursos Humanos, independente da área de atuação e dos tipos de interação que faz com outros profissionais, se devem a distancia entre pesquisadores e profissionais e a falta de formação destes últimos na área de pesquisa.
A partir da experiência acadêmica e profissional e da revisão de literatura pode-se traçar uma hipótese de que a dificuldade de resolutiva nas questões de sofrimento e adoecimento mental no trabalho,pode estar relacionada com uma construção de conhecimento teórico-prático ainda desarticulada entre as áreas de conhecimento gestão e saúde mental, a relação pesquisador e profissional,  e algo pouco falado que é  explorar a dimensão entre o real e o possível também na pesquisa em gestão e saúde mental.
 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A experiência da afetividade e do sofrimento também é uma realidade no processo de pesquisa e procurou-se externar de maneira construtiva através de uma proposta de reflexão a dificuldade experimentada na promoção da saúde mental no trabalho, que é real tanto na pesquisa como na vida profissional. 
A Psicodinâmica do Trabalho tem uma importante contribuição para a Gestão de Pessoas ao explicitar a existência do sofrimento e facilitar que a área de gestão aceite e inclua dentro das metodologias especificas de seus vários processos, os espaços de elaboração deste sofrimento. Já a Gestão de Pessoas tem um papel estratégico junto à Psicodinâmica, tanto no que se refere ao entendimento das estruturas organizacionais, através das teorias organizacionais, como também num aspecto fundamental, já que é a área responsável pela formação de novos gestores.  O momento é de se pensar uma proximidade maior de pesquisa entre essas áreas.
Mesmo diante de estruturas organizacionais mais rígidas, sempre haverá possibilidades de construção de conhecimento, pois como diz Dejours (2004, p.34) “Se o trabalho pode gerar o pior, como hoje, no mundo humano, ele pode, também, gerar o melhor. Isto depende de nós e de nossa capacidade de pensar as relações entre subjetividade, trabalho e ação, graças a uma renovação conceitual.”


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Brant, L.C., Minayo-Gomez, C. A transformação do sofrimento em adoecimento: do nascimento da clínica à psicodinâmica do trabalho. Ciência & Saúde Coletiva, 9(1):213-223, 2004

Brasil. Ministério da previdência Social – In. Auxílios-doença acidentários e previdenciários segundo os Capítulos da Classificação Internacional de Doenças - CID-10 e a estrutura da CNAE 2.0. Disponível em: <http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=502>

Carneiro, S. A. M . Saúde do trabalhador público: questão para a gestão de pessoas : a experiência na Prefeitura de São Paulo. Revista do Serviço Público Brasília 57 (1): 05-21 Jan/Mar,  2006

Cunha, J B, Blank, V LG.; Boing, A . Tendência temporal de afastamento do trabalho em servidores públicos (1995-2005). Rev. bras. epidemiol., vol.12, no.2, p.226-236. Jun/ 2009,

Dejours , C. Subjetividade, trabalho e ação. Revista Produção, v. 14, n. 3, p. 027-034, Set./Dez. 2004

Deranty J.P. Work and the Precarisation of Existence. European Journal of Social Theory 11(4): 443–463, 2008

Feeney, M. K.; DeHart-Davis, L. Bureaucracy and Public Employee Behavior: A Case of Local Government. Review of Public Personnel Administration.Volume 29 Number 4. December , 2009, p.311-326

Ferreira, et al. Concepção e implantação de um programa de qualidade de vida no trabalho no setor público: o papel estratégico dos gestores. R.Adm., São Paulo, v.44, n.2, p.147-157, abr./maio/jun. 2009

Lynham, S.A. Theory building in the human resource development profession Human Resource Development Quarterly; Summer ; 11, 2; ABI/INFORM Global  pg. 159-178. 2000

Maximiano, A.C.A. Teoria geral da administração – da revolução urbana à revolução digital. 4ªed. São Paulo:Atlas. 2004

Motta , P. R. (2007) A modernização da administração pública brasileira nos últimos 40 anos. RAP Rio de Janeiro Edição Especial Comemorativa 87-96, 1967-2007

Santos, D. C.; Corrêa, D. A. Saúde mental no trabalho e a gestão de pessoas: uma discussão interdisciplinar. In: 6º. Congresso Nacional de Pesquisadores –CONAPE. Anais. São Carlos-SP: Centro Universitário Central Paulista/UNICEP. 2007

Santos M. S. Integração e diferença em encontros disciplinares. Revista Brasileira De Ciências Sociais - vol. 22 nº. 65. RBCS vol. 22 nº. 65 outubro/2007

Secchi, L. Modelos organizacionais e reformas da administração pública. RAP — Rio de Janeiro 43(2):347-69, MAR./ABR. 2009

Short, D.C.; Keefer,  J.; Stone,  S. J. The Link Between Research and Practice: Experiences of HRD and Other Professions. Advances in Developing Human Resources, Aug 2009; vol. 11: pp. 420 - 437.

Thoenig, J.C. Recuperando a ênfase na dimensão pública dos estudos organizacionais. RAP Rio de Janeiro Edição Especial Comemorativa 9-36, 1967-2007

Vasconcellos, M.J.E. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência. 2ª.ed revisada. Campinas,SP: Papirus, 2003














"Estresse do Bem". Entrevista para o Informativo InfoSeculus no. 6, setembro 2010





Agradeço à jornalista Natália Vilaça pelo convite de entrevista e o privilégio de fazer parte desta edição comemorativa.

                                                                  Daniela

IV Congresso Brasileiro de Educação Especial - Minicurso Saúde de Professores

IV Congresso Brasileiro de Educação Especial, PPGEEs -UFSCar
2 a 5 de novembro de 2010
São Carlos - SP 




Minicursos

 15.Estresse, trabalho e saúde: ajudando o professor a entender e lidar com o estresse ocupacional e os problemas vocais. 

                  Roberta Moreno Sás
             
Daniela Cristina Santos

  .....................

Agradeço à estimada Roberta, fonoaudióloga, doutoranda em Ed Especial (UFSCar) pelo convite de parceria. Também sou grata aos participantes que fizeram deste curso um momento muito rico. Como sempre, me enriqueço quando ministro um curso e sempre saio uma profissional melhor que cheguei. Como faz bem a sala de aula e a troca de experiências. Para quem quiser conhecer um pouco do que foi tratado neste curso é só me mandar um e-mail.

                                                                             Daniela

 

 



 

               

 

Sonhar ou Subsistir? Para qual caminho está indo sua carreira?


Recentemente tive oportunidade de assistir a duas interessantes palestras que motivaram as postagens deste mês. Uma delas foi no final do semestre passado, quando eu ainda esta dando aulas como professora substituta e tive o prazer de assistir com meus alunos de graduação a palestra do supervisor geral das Lojas CEM José Domingues Alves (uma história de vida e uma construção de carreira inspiradora, que se iniciou aos 7 anos de idade quando teve seu 1o. emprego). Outra foi mês passado, também na universidade, dessa vez com os alunos de pós-graduação MBA Gestão de Pessoas, uma palestra com o responsável pelo setor de RH da Embraer, o engenheiro Simeão Lauro de Souza (palestra muito dinâmica, onde ele consegue ser  divertido e altamente técnico ao mesmo tempo). 

Apesar dos temas terem sido diferentes e o público também,  coincidentemente houve a mesma pergunta por parte dos alunos em ambas as palestras, e os 2 profissionais também por coincidência têm mais ou menos o mesmo tempo de casa, em torno de 25 anos na mesma organização. A pergunta dos alunos foi:

"O que lhe motiva a continuar na mesma organização durante todos estes anos?"

E ambos deram a mesma resposta: 

            "Através desta empresa eu pude realizar os meus sonhos!"

E cada um a sua maneira falou o quanto que a empresa em que trabalham os fazem felizes, realizados profissionalmente, propiciaram crescimento em suas carreiras e também para suas vidas como um todo. O que me chamou a atenção foi a prontidão em suas respostas, sem exitação e demonstrando satisfação em pertencer.

Depois da ultima palestra me veio o pensamento da frase do título desta postagem: sonhar ou subsistir. Quantas vezes uma organização só favorece a subsistência, mas não permite os sonhos. Em outras a rotina nos absorve e nos tira do foco, nos prende no "aqui agora", e acomodamos na subsistência, perdendo de vista os sonhos que nos impulsionaram no passado e a visão de futuro. 

Atualmente sabe-se que a gestão de carreira é de responsabilidade do indivíduo, o qual deve ter uma postura ativa. Investir na própria carreira é favorecer os meios concretos para a realização dos seus ideais, portanto acredito que sua gestão deve ser precedida da tomada de consciência de seus desejos, sonhos e sentido pessoal de missão. Uma carreira bem gerenciada permite também  ao profissional ganhar poder de escolha, tornando a entrada para uma organização de fato um relação. Claro que na prática isso nem sempre é tão simples, sobretudo quando se sente que é o momento de fazer ou se está em transição de carreira.

Enquanto estou refletindo me lembrava do Ciclo de Desenvolvimento de Carreira do autor Huberman (1997), que eu gosto muito. Para quem não conhece, de forma resumida este autor divide o ciclo de vida profissional nas seguintes fases: 

Entrada na carreira (2-3 primeiros anos): onde a pessoa entra em contato com a realidade real de sua profissão (“choque de realidade”). Fase de experimentação e autoavaliação.

Estabilização (4-6 anos): formação da identidade profissional, encontro com estilo próprio de trabalho.

Diversificação (7-25 anos): fase de maior criação/inovação, maior motivação na carreira.

Pôr-se em questão (25-35 anos): fase de questionamento, revisão e reflexão sobre sua vida e carreira

Serenidade e distanciamento afetivo (35-40 anos): fase onde o nível de previsibilidade dos eventos do trabalho é grande e há um menor investimento na profissão.

Desinvestimento: fase final de carreira onde não há mais investimento nem na profissão e nem na organização. Pessoa passa a se dedicar mais a si mesma. Dependendo da avaliação feita de sua carreira pode terminar com tranqüilidade essa fase, ou entrar em processo de amargura se a avaliação foi negativa. É um momento em que a pessoa pode ou caminhar em direção a aposentadoria ou redirecionar sua vida profissional.

O que tenho refletido nessas ultimas semanas é que a carreira é da pessoa, mas sua  vivência e possibilidade de efetiva realização depende de um contexto de relações dos mais diversos tipos e níveis de formalidade.

No que se refere a uma organização de trabalho (uma empresa, uma escola, setor público, etc) penso que mesmo nesses tempos modernos ela ainda exerce forte poder de direcionar a trajetória dos profissionais, mas um poder que é exercido a nível subjetivo. É um poder que atinge nossos ideais, nos tornando pessoas cada vez melhores e realizadas, assim como os palestrantes que cito acima. Um poder que alarga nossos horizontes, sobretudo interiores. Como dizia o supervisor das Lojas CEM, o qual tinha um sonho e desejo de crescimento desde criança e no meio de sua trajetória de vida, encontrou uma empresa que comungava os mesmos ideais, portanto poderia ali encontrar sua realização pessoal. Mas nós que estudamos a área de QVT e Saúde Mental no Trabalho, sabemos bem que esta não é bem a regra, são inúmeras as pesquisas que mostram o quanto esta influência da organização pode também ter alto poder desmotivador. 

Para facilitar esta reflexão que sugiro nas próximas postagens o tema Contrato Psicológico, que nos ajuda a compreender de forma técnica o processo subjetivo de adesão e compartilhamento de ideais e necessidades entre pessoa e organização. E a partir disso como a trajetória de carreira é influenciada. Um tema fundamental, mas que muitos empregadores não enxergam sua importância, não se dão ao trabalho de cultivar a relação organização – funcionário (via processos de gestão).

Quando relembro minha história profissional, felizmente eu tive superiores que se preocupavam em fortalecer vínculos, conhecer e satisfazer na medida do possível as necessidades de seus subordinados. Relembro meu primeiro emprego, já distante 20 anos, era uma pré-escola particular, pequena, que na época tinha 1 ano de existência. A proprietária era sonhadora, tinha idéias inovadoras para a época relacionadas a questão ecológica, e a forma como ela nos tratava nos motivava a investir nossos desejos naquela escola. Tive também outra experiência já na universidade na época de graduação, onde eu tinha uma espécie de bolsa trabalho na clinica escola do curso, e havia uma coordenadora que tinha a delicadeza de observar os gostos de todos os que freqüentavam a clinica (entre professores, estagiários e bolsistas), chegando a ponto de que diariamente a cozinha se tornasse um espaço de prazer, fazendo questão que houvesse os biscoitos preferidos de todos no espaço de café, para que os professores e estagiários recobrassem energia entre os atendimentos.

Outra experiência interessante era um grupo de pesquisa que eu participei onde todo começo e final de ano, a coordenadora fazia o ritual de recontar a sua trajetória, a trajetória do grupo, destacava as vitórias, os desafios vencidos e o prazer de estarmos juntos. Na minha pesquisa para a monografia do MBA em Gestão de Pessoas, também presenciei algo semelhante na primeira reunião do ano letivo no colégio pesquisado, onde os coordenadores pediram para os professores falarem porque escolheram continuar na escola naquele ano, e os novos falarem de suas motivações para escolherem aquele colégio, e juntos começaram a projetar o futuro próximo (ano letivo), selando um comprometimento pela mesma causa.

Enfim, com 11 anos de formada estou na fase onde é forte o desejo de criar, estudar, questionar o mundo e poder colocar a serviço do outro tudo o que aprendi. Na prática venho descobrindo que o melhor caminho para eu poder crescer na minha carreira é resgatar o espírito empreendedor que sempre me acompanhou desde os tempos de escola. O espírito empreendedor tem me ajudado a encontrar até o momento parceiros de trabalho, com quem posso experimentar num outro nível (relação profissional – profissional) a dimensão da adesão a um trabalho, projetos profissionais, motivada pela comunhão de ideais. 

Quando eu estiver na fase final de minha carreira desejo ser como estes dois palestrantes, que com minha realidade outros encontrem inspirações para viver seus sonhos.

                                                                                               Daniela



 
 





















Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho Pela Perspectiva do Modelo de Walton em Um Grupo de Empresas da Cidade de Piracicaba-SP

DALILA ALVES CORREA
DANIELA CRISTINA DOS SANTOS

Resumo


O presente estudo aborda a temática Qualidade Vida no Trabalho no contexto das ações empresariais destinadas à geração de estratégias competitivas. Parte-se do pressuposto que esforços destinados à elevação da qualidade de vida no trabalho, por parte das empresas, estão associados à busca de produtividade e aumento da competitividade organizacional. O objetivo do estudo foi investigar esta temática no contexto de empresas da cidade de Piracicaba/SP. Optou-se por uma pesquisa descritiva, elaborada sobre os pressupostos do Modelo de Qualidade de Vida de Walton(1974). Trata-se de um modelo que fornece oito aspectos típicos do ambiente de trabalho, propiciando um diagnóstico amplo em contextos empresariais. Utilizou-se questionário padronizado, elaborado de forma a permitir seu preenchimento a partir da realidade de cada contexto investigado. Os resultados mostram que este é um assunto que se apresenta de forma bem diversificada entre as empresas que participantes sendo observado que empresas de grande porte e do setor metalúrgico mostram-se mais estruturadas em relação a qualidade de vida. Observou-se ainda que o cumprimento dos aspectos legal-trabalhistas é um dos mais presentes nos contextos pesquisados. O estudo pretende contribuir para o debate sobre Qualidade de Vida no Trabalho fornecendo informações sobre uma amostra de empresas locais.


Trabalho apresentado no XI SEMEAD Seminários em Administração -Empreendedorismo em Organizações, FEA-USP, agosto de 2008

Texto completo em (anais):


A Gestão de Pessoas na capacitação em Terapia Ocupacional em Saúde Mental no Trabalho: novas competências e mercados

DANIELA CRISTINA DOS SANTOS


Terapeuta Ocupacional, Pós-graduada MBA em Gestão Estratégica de Pessoas

Resumo


Em saúde mental no trabalho tanto a literatura como a prática profissional apontam a intervenção organizacional como essencial na promoção da saúde mental do trabalhador, por propiciar a intervenção nos fatores psicossociais do trabalho e por conseqüência na origem das queixas de saúde. Em termos práticos esses fatores psicossociais para serem compreendidos devem ser contextualizados inseridos nos processos de Gestão de Pessoas na dinâmica intra organizacional que sofre influência da alta competitividade entre empresas.  Através de breve revisão de literatura será discutida a importância da Gestão de Pessoas, nova denominação da área de Recursos Humanos, na capacitação em terapia ocupacional em saúde mental no trabalho com o intuito de 1) apontar caminhos para formulação de estratégias de intervenção organizacional, 2) assinalar o interesse da área pelas parcerias interdisciplinares e 3)discutir a necessidade da aproximação da terapia ocupacional com a mesma, a fim de explorar novas possibilidades de intervenção e de mercado em empresas. Em uma releitura de pesquisas de intervenção de terapia ocupacional em saúde mental no trabalho constatamos importantes habilidades de gestão de relacionamentos humanos, como os grupos de reflexão, de aprendizagem, e sensibilização e negociação com chefias e trabalhadores, muito valorizadas atualmente nos processos de Gestão de Pessoas. Portanto para uma efetivo diálogo com essa área de conhecimento é preciso que mais terapeutas ocupacionais se dediquem a pesquisas sobre o tema.

 Artigo completo em: 

 Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, Vol. 16, No 1 (2008)
 

Video: Os desafios extras na conciliação da carreira e a criação de filhos(as) com deficiências

Assisti semana passada. Muito interessante!  Existe um antes e um depois do nascimento de um filho e é uma pena não considerar a riqueza des...