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Grandes Vocações: Roberto Carlos Ramos - Contador de Histórias - Assista esta maravilha de palestra!!!!

Dispensa comentários!!!!
Não via a hora de retomar o blog para postar esta deliciosa palestra!
Mais uma grande História de Vida cujos detalhes nos mostram que para mudar o Mundo podemos começar mudando o Mundo de uma única pessoa! 

Se quiserem conhecer mais de palestrante e contador de histórias Roberto Carlos Ramos:  http://www.robertocarloscontahistoria.com/contador.asp

Há também muita coisa sobre ele na net além de um filme com sua biografia.

Apreciem!!!!





Jornal do Senado: Aniversário de 50 anos do 13o. salário

Vamos conhecer um pouco mais sobre a história de nossos direitos trabalhistas. É surpreendente ver o quão recente é a conquista do 13o. salário como direito dos trabalhadores, e o processo de sofrimento e luta que o antecederam.

Se não aparecer a imagem no corpo do texto entre no link pois se refere a capa da "Folha de São Paulo" de 14 de julho de 1962 com a notícia da aprovação da Lei do 13o. salário.

Muito interessante a matéria!

                                        Daniela

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http://www12.senado.gov.br/noticias/jornal/edicoes/2012/07/17/lei-do-13o-salario-chega-aos-50-anos





Você está aqui: Portal de Notícias › Jornal do Senado › Edição de 17 de julho de 2012 › Cidadania





16/07/2012 - Cidadania



13º vence previsão negativa e chega aos 50 anos


Ricardo Westin

Para que o projeto da gratificação natalina obrigatória se transformasse em lei, em julho de 1962, sindicalistas tiveram de fazer protestos e greves e vencer pressão de empresários



Em 14 de julho de 1962, a Folha de S.Paulo estampou na primeira página a notícia de que João Goulart sancionara o 13º


Se fim de ano é sinônimo de dinheiro extra no bolso, os créditos precisam ser dados a uma lei que chegou aos 50 anos na sexta-feira passada. Em 13 de julho de 1962, o presidente João Goulart assinava a criação do 13º salário.

No artigo primeiro, a lei prevê: “No mês de dezembro de cada ano, a todo empregado será paga, pelo empregador, uma gratificação salarial, independentemente da remuneração a que fizer jus”.

Também chamado de gratificação de Natal, o 13º é uma das conquistas históricas dos brasileiros no campo trabalhista, comparável ao salário mínimo, às férias remuneradas e ao FGTS.

Até então, o bônus natalino era um presente que algumas empresas davam, por iniciativa própria, aos funcionários. Muitas vezes, o valor era inferior ao do salário mensal.

O autor do projeto de lei do 13º obrigatório foi o deputado federal Aarão Steinbruch, um advogado que antes de ingressar na política havia sido consultor de sindicatos.

Avanços trabalhistas, porém, não se alcançam pacificamente. No início dos anos 1950, uma proposta parecida havia chegado à Câmara mas foi logo ­derrubada.

Semanas antes da aprovação do texto de Steinbruch, em abril de 1962, o jornal O Globo publicou uma reportagem em que patrões e economistas previam que o 13º sobrecarregaria as empresas e pressionaria a inflação. O título: “Considerado desastroso para o país o 13º mês de salário”.

Para forçar a aprovação do projeto, sindicatos de trabalhadores organizaram abaixo-assinados, passeatas, piquetes e greves. Representantes viajaram à recém-inaugurada Brasília para tentar convencer deputados, senadores e o ministro do Trabalho. Nos protestos, houve presos.


Mercado aquecido

Cinco décadas passaram, e os temores catastrofistas jamais se confirmaram. Não há notícia de empresa que tenha ido à ruína por causa do 13º.

O procurador José de Lima Ramos Pereira, responsável no Ministério Público do Trabalho pelo departamento que combate fraudes trabalhistas, explica que o 13º não é um dispêndio extra para os patrões:

— O empresário não tira do próprio bolso o dinheiro das horas extras, das férias ou do 13º. Inclui esses custos em seu produto ou serviço, repassa para o consumidor final. O 13º não é caridade do empresário.

Pelas regras atuais, o salário extra precisa cair na conta bancária em duas parcelas.



A primeira metade, entre fevereiro e novembro. A segunda, em dezembro, até o dia 20.

O que se deu foi justamente o inverso daquelas previsões pessimistas. O salário extra tem se mostrado altamente benéfico para a economia.

Em 2011, pelas estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), só a segunda parcela do 13º injetou R$ 118 bilhões no mercado — 3% do produto interno bruto (PIB). O estudo não contabilizou o adiantamento.

Para o governo, é dinheiro que aquece o mercado, eleva a arrecadação de impostos e, no atual contexto, ajuda a proteger o país da crise internacional. Para o comércio e a indústria, é motivo de festa.

Com a gratificação natalina, as famílias pagam as despesas típicas de início de ano — IPTU, seguro do carro, IPVA, material escolar —, quitam dívidas e, naturalmente, compram os presentes de Natal.

No ano passado, 78 milhões de brasileiros receberam o 13º. Fazem parte desse grupo todos os aposentados, pensionistas e trabalhadores do mercado formal — incluindo domésticos, rurais, temporários e avulsos.


Projetos de lei

O Senado estuda projetos que tratam do 13º.

Um deles, do ex-senador Sérgio Zambiasi, eleva o valor que o patrão deposita na conta do funcionário. A proposta (PLS 685/07) livra o salário extra do desconto do Imposto de Renda e da contribuição ­previdenciária.

Em outra direção, dois projetos determinam que os brasileiros que recebem do governo o benefício de prestação continuada (BCP) façam jus a uma 13ª parcela.

No valor de um salário mínimo, o BCP é pago aos deficientes e idosos pobres que não podem ser sustentados por si sós nem por suas famílias. Divide-se em 12 parcelas.

O primeiro projeto (PLS 165/10) é do ex-senador Mão Santa. O segundo (PLS 79/11), do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

“Diferentemente dos trabalhadores, que atravessam essa época [o fim de ano] com alguma tranquilidade, devido à conquista da gratificação natalina, os beneficiários da Assistência Social vivem seu pior momento, diante do acúmulo de dívidas e ansiedade”, argumenta Mão Santa.

Problemas envolvendo o 13º salário são relativamente comuns, segundo o Ministério Público do Trabalho. Há empresas que não dividem o valor em duas parcelas, que pagam o valor errado (ignorando horas extras habituais e adicional de insalubridade, por exemplo) e que simplesmente não depositam o salário extra.

Os prejudicados devem buscar, primeiro, o departamento de recursos humanos da empresa; depois, o sindicato; e, por fim, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho.


Patrões viam abono de Natal como gorjeta, diz ex-metalúrgico de 83 anos

O Jornal do Senado localizou em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, um ex-metalúrgico que participou das grandes passeatas nos anos 1950 e 1960 pela obrigatoriedade do 13º salário.

Hoje com 83 anos, Miguel Terribas Rodrigues trabalhou de 1943 a 1985 na siderúrgica Aliperti, na capital paulista. Foi seu primeiro e único emprego. Entrou aprendiz, numa época em que os salários eram semanais, e saiu aposentado.

Por telefone, ele concedeu ontem a seguinte entrevista:

Antes da lei do 13º, como era o fim de ano na siderúrgica em que o senhor trabalhava?

O abono de Natal dependia do humor da chefia. Alguns chefes não davam nada. Outros até davam alguma coisa, por livre e espontânea vontade, mas costumava ser muito pouco. Os patrões entendiam que o abono de Natal era uma gorjeta — não era obrigatória e era no valor que mais lhes fosse conveniente. Foi nas assembleias do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo que surgiu a ideia de incluir o abono de Natal na pauta de reivindicações dos trabalhadores. Assim, toda vez que pressionávamos os patrões por aumento de salário, pedíamos também o abono. Mais tarde, passamos a lutar para que o abono de Natal se tornasse lei, direito.

Participei de passeatas no bairro da Liberdade, onde ficava a sede do sindicato, na Praça da Sé e na Avenida Paulista.

O que mudou quando o 13º se tornou obrigatório?

Foi ótimo para os trabalhadores. Hoje, quem não conta os dias para receber o abono de Natal? Porém, como naquela época era novidade e não estávamos acostumados a tanto dinheiro, muitos companheiros não souberam aproveitar. Gastavam tudo de uma vez, desperdiçavam. Mas eu não. Eu soube tirar proveito. É claro que com o abono de Natal eu também tomava uma cervejinha e comprava o presente de Natal das crianças, mas não jogava fora. Guardava a maior parte, economizava. Com ele, comprei um terreno e construí minha casa humilde. Agora que estou velho e não posso trabalhar, vejo que foi importante ter usado bem os abonos de Natal.

O que o senhor sente quando lembra que participou de passeatas históricas pelo 13º?

Aquelas passeatas mostram a força dos metalúrgicos. Nós sempre dávamos o primeiro passo, e as demais categorias nos acompanhavam depois. Eu me sinto muito satisfeito de ter participado disso tudo, muito orgulhoso.



Saiba mais

As atuais regras do 13º http://bit.ly/regras13salario

Tese da USP narra a conquista http://bit.ly/reinvencaoTrabalhismo

Veja as edições anteriores do Especial Cidadania em www.senado.gov.br/jornal


Jornal do Senado
(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)

Grandes Vocações: Jerôme Lejeune descobridor da Síndrome de Down

Inspire-se!
          
                       Daniela

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Devolvendo humanidade às crianças 

com síndrome de Down

 

 dr-lejeune-and-patient1


O francês Jerôme Lejeune (1926-1994) foi o centista responsável pela descoberta das causas da síndrome de Down, a chamada trissomia do cromossomo 21. Foi também um homem de fé profunda e incansável defensor da vida. Sua filha, Clara Lejeune-Gaymard, está lançando um livro sobre a vida do grande cientista. Ela concedeu entrevista à Agência Zenit sobre seu livro e sobre seu pai. Confira a seguir.

ZENIT: Seu pai foi um renomado cientista de genética na França, que viajou pelo mundo dando a conhecer suas numerosas descobertas, incluindo a origem da síndrome de Down. Por que seu nome não é muito conhecido, apesar do seu importante trabalho?
Lejeune-Gaymard: Esta é uma boa pergunta. Quando ele fez a descoberta da trissomia 21, poderia tê-la chamado de “Lejeune”, como muitos cientistas fazem. Mas ele não quis; porém, quis realizar duas coisas.

A primeira tinha a ver com todas as coisas humilhantes que eram ditas sobre as crianças com síndrome de Down, como que a mãe tinha tido um mal comportamento sexual ou que sua herança familiar era ruim.

Estas crianças eram escondidas, especialmente na França e no resto da Europa. Ele quis devolver a humanidade e o orgulho dessas crianças a seus pais, dizendo-lhes que estava em seu código genético e que não vinha da família nem de um mau comportamento.

Também foi a primeira vez que se descobriu que uma doença podia vir do código genético, de maneira que se abria a porta à medicina genética e à compreensão de que um cromossomo poderia ser a causa de uma doença.

Somente seis meses antes da descoberta, dizia-se que era impossível que o código genético pudesse causar uma doença. Mas ele conseguiu provar o contrário.

E a segunda coisa que ele queria era proteger os não-nascidos.

Ele era muito conhecido na França e na comunidade científica porque ajudou a construir a primeira cátedra conhecida em genética em Israel e na Espanha e trabalhou com cientistas nos Estados Unidos. Na França, participou sempre como colunista na imprensa sobre questões genéticas.

Em 1969, começou a campanha do aborto da Europa, França e Estados Unidos. E desde que ele se declarou contra, todas as portas lhe foram fechadas. Então, ele já não fez parte da atualidade. Ninguém quis entrevistá-lo quando realizou sua descoberta.

Acho que em 1971 ele foi aos Estados Unidos e deu um discurso no National Institute for Healthe depois disso mandou uma mensagem à minha mãe, dizendo: “Hoje eu perdi meu prêmio Nobel”. No seu discurso, falou sobre o aborto, dizendo: “Vocês estão transformando seu instituto de saúde em um instituto de morte”. E isso não foi bem aceito.

ZENIT: O livro sobre a vida do seu pai reúne uma série de momentos da vida da sua família, que iluminam não somente o trabalho científico do seu pai, como também sua profunda fé. O que lhe fez decidir escrever sobre ele com este estilo?

Lejeune-Gaymard: Eu estava grávida quando ele ficou doente; estava esperando meu sexto filho e, durante esse tempo, eu achava que ele poderia viver o suficiente para poder conhecer minha filha. Ele morreu em 3 de abril e ela nasceu em 13 de abril; então, ela nunca conheceu seu avô.

Antes de morrer, eu lhe perguntei se ele me autorizava a escrever um livro sobre ele. Eu temia que ele dissesse “não”, porque era um homem muito humilde, mas ele respondeu: “Faça o que você quiser. Se você quer dar testemunho da vida da criança com síndrome de Down, faça o que quiser”.

Tinha claro que eu queria escrever algo para a minha pequena. No começo, escrevi 30 páginas e, quando passamos as férias com um jornalista, eu lhe contei que estava escrevendo umas páginas para que a minha filha pudesse conhecer seu avô. Ele leu o material e me disse que deveria escrever um livro.

A forma como queria escrevê-lo não era a da biografia cronológica, mas como uma espécie de retratos diferentes de uma pessoa. Há um capítulo sobre a nossa vida na Dinamarca, um sobre ele como médico, outro como cristão. Cada capítulo é uma peça diferente do quebra-cabeças e, no final, você encontra o retrato da pessoa inteira.

ZENIT: Seu pai sofreu muito em sua carreira, devido à sua postura pró-vida. Suas convicções se baseavam em sua fé ou também em sua pesquisa científica?

Lejeune-Gaymard: Principalmente no fato de ser médico, não em sua fé. Quando você é médico, você faz o juramento hipocrático e promete não causar dano. E ele sempre dizia que o respeito à vida não tinha nada a ver com a fé, ainda que, certamente, faz parte da fé respeitar a vida.

Por isso, ele foi tão odiado pelos partidários do aborto. Era difícil lutar contra ele, porque seus argumentos eram de base científica. Ele quis explicar que a vida começava na concepção, quis contar uma história que fosse inteligível para todos, como “Tom Thumb”. Esta é uma história para crianças ou uma lenda, mas é uma realidade.

É muito estranho que a humanidade tenha sido capaz de contar uma história assim sem saber se era verdade, porque, quando foi escrita, não havia fotos de bebês no útero.

A vida começa no instante da concepção, quando os genes da mãe e os do pai se unem para formar um novo ser humano, que é absolutamente único. Todo o patrimônio genético já está lá. É como uma música de Mozart na partitura. A vida inteira já está lá.

Aos dois meses, o embrião já tem tudo: mãos, olhos, corpo. É um corpo muito pequeno, mas depois de dois meses, a única coisa que faz é crescer. Se pudéssemos pegar seu dedo pequeno, já seria possível observar sua impressão digital.

ZENIT: Muitos pesquisadores mantêm distância daqueles cuja vida afeta seu trabalho. Seu pai parecia ter um enfoque diferente. Como era sua relação com os pacientes e suas famílias?

Lejeune-Gaymard: Quando ele se tornou médico, seu primeiro trabalho foi em um hospital onde ele viu uma criança com Down. Foi então que decidiu que queria saber por que tinham essa fisionomia especial e todo o resto. Poderíamos dizer que esta foi realmente sua vocação. Verdadeiramente queria encontrar uma maneira de tratá-las e a isso dedicou sua pesquisa.

Ele fez essa descoberta porque amava essas crianças e suas famílias e queria ajudá-las. Querer cuidar das crianças Down não foi consequência desta descoberta, mas sim o contrário: porque ele queria cuidar destas crianças, fez esta descoberta. E isso explica sua relação com elas.

ZENIT: Depois da sua morte, sua família criou uma fundação para continuar seu trabalho, especialmente o de encontrar uma cura para a síndrome de Down. O que esta fundação faz e como trabalha?
Lejeune-Gaymard: Meu pai quis criar esta fundação quando ainda estava vivo, porque ele sabia que teria de retirar-se e queria que sua pesquisa continuasse. No começo, era seu projeto. Um dia antes dele morrer, fui vê-lo e ele me disse que estava triste pelos seus pacientes, porque eles não entenderiam sua partida. Disse: “Eu os estou abandonando e eles não entenderão por que já nunca mais estarei com eles”. Eu respondi: “Eles entenderão. Entenderão melhor do que nós”. Então, ele me disse: “Não, eles não o entenderão melhor, mas sim mais profundamente”.

E depois disso, quando ele faleceu, nós pensamos em fazer algo a mais pelos seus pacientes. Depois de um ano e meio, começamos uma fundação dedicada à pesquisa e tratamento não só da síndrome de Down, mas também de outras síndromes de origem genética. Criamos um centro na França, de pesquisa genética, e temos um comitê que distribui as ajudas aos diferentes grupos que estão no mundo inteiro. Fundamos 60 projetos nos Estados Unidos, com 32 equipes, e estamos em processo de começar uma fundação lá que se encarregará de mais pesquisa e tratamento.

O tratamento real não existe atualmente, já que os pesquisadores estão trabalhando em solucionar este problema genético. O patrimônio genético das crianças é correto, simplesmente se repete, como um disco riscado. Meu pai sempre dizia que uma criança Down é mais criança que as outras: é como se não estivesse totalmente acabada. Então, se esse gene pudesse ser silenciado, a criança poderia ser normal. E este é realmente o futuro da medicina, reparar o código genético. Portanto, não é louca a ideia de que possamos tratar deles algum dia. A dificuldade está em que se gasta muito dinheiro em realizar o diagnóstico e matar as crianças, até o ponto de que, se pudéssemos ter somente 10% desse dinheiro para a pesquisa, já poderíamos ter chegado à cura.

ZENIT: Seu pai foi amigo de João Paulo II, servindo muitos anos como membro da Academia Pontifícia das Ciências e como o primeiro presidente da Academia Pontifícia para a Vida. Como era essa relação?

Lejeune-Gaymard: Ele não diria que foi uma amigo íntimo do Papa, mas na verdade foi, sim. A história começou quando foi escolhido para a Academia Pontifícia das Ciências por Paulo VI, não João Paulo II. Mas quando este chegou a ser papa, pediu ao meu pai que fosse até o Vaticano, porque queria saber tudo sobre clonagem, pesquisa com embriões etc. Então, tomaram café juntos e, desde então, o Papa o chamava cada vez que precisava de explicações particulares. Almoçavam juntos cada seis meses.

Em 1981, no dia 13 de maio, meu pai almoçou com a minha mãe e com o Papa. Depois pegaram um táxi para ir ao aeroporto, voaram para casa e, quando aterrissaram, ficaram sabendo que o Papa estava entre a vida e a morte, porque tinham atirado nele. Eles foram as últimas pessoas com quem João Paulo II tinha estado antes de ir à Praça de São Pedro. Meu pai, naquela tarde, sofreu umas dores inexplicáveis, tanto que foi hospitalizado durante três dias. Experimentou sofrimentos similares aos do Papa e uma febre que desembocou em pedras no rim. Ele nunca quis falar da conexão entre sua doença e a do Papa, mas esta realmente existiu.

Antes do meu pai morrer, recebeu um telegrama do Papa, que dizia que esperava que melhorasse da saúde. Quando ele morreu, no domingo de Páscoa, ligamos para o Papa, para comunicar-lhe sobre o falecimento. Tínhamos um bom amigo, o ex-ministro de Justiça da França, que nos ligou naquele dia porque, ao ver o Papa dando a bênção na televisão, notou que parecia muito triste, e pensou: “Acho que o Jerome morreu”.

Quando João Paulo II veio à França, em 1997, quis visitar e rezar diante do túmulo do meu pai. Nesse momento, acompanhados por muitos guardas e agentes de segurança, deixaram nossa família estar presente. Tive de negociar para que se permitisse a entrada de pessoas com deficiência, já que meu pai não entenderia esta visita do Papa sem a presença das suas outras crianças.

Cantos de Trabalho pelo Mundo - E.U.A :"Work Songs in a Texas Prison"

Cantos de Trabalho pelo Mundo- África: "Singing Fisherman of Ghana "

Aprecie II: " Cantiga de Pedra" (Brasilianas - Cantos de Trabalho)

Aprecie: "Cantiga do Barqueiro" (Brasilianas - Cantos de Trabalho)

"Cantos de Trabalho": Beleza do Nosso Folclore

Assisti ao acaso numa madrugada, não me lembro se na TV Brasil ou na Cultura, um trecho do  vídeo "Cantos de Trabalho" e fiz uma breve pesquisa para saber mais e agraciá-los com esta beleza da cultura do trabalhador. 
Do que percebi do video é que o canto de trabalho é uma forma de automotivação para lidar com trabalhos exaustivos e/ou repetitivos. 

Observando os cantos de trabalho em realidade estrangeiras (considerando o material que pude acessar até este momento) chama a minha atenção a presença constante do homem/mulher pobres e negros. Este tema é uma novidade para mim, mas vale um aprofundamento até para entender como a música surge no contexto deste tipo de trabalho, se é uma relação homem X tarefa ou se existe uma tríade homem X tarefa x caracertisticas étnicas.

Dos links sugeridos abaixo, dois estão relacionados com pesquisa e poderão ilunimar o leitor que se interessou pelo tema:
e

Gosto do mundo do trabalho, mas me toca profundamente o pobre trabalhador, a esperança que ele traz consigo diante de sua labuta diária.

Abaixo seguem dicas de blogs onde você leitor poderá conhecer melhor este tema.

Vale a pena leitura!!!!

Obs: introdução dos textos conforme original.
                                                                         Dani

Cantos de Trabalho no Brasil

por Helma Haller

Relatório da pesquisa “Trabalhando com Ofícios”, realizada com recursos de Lei Municipal de Incentivo da Fundação Cultural de Curitiba e apoio do Banco do Brasil.

A vontade de divulgar as maneiras de pensar, sentir e agir do trabalhador brasileiro inspira este Projeto. As cantigas de trabalho, outrora presentes de Norte a Sul do País, animavam o trabalho dando-lhe uma vitalidade sem par: hoje, se restringem a algumas regiões do Brasil. Esta apresentação é resultado de pesquisa de campo, bibliográfica, documental, e folclórico/musical.
Observa-se no Brasil grande variedade de cantos de trabalho, a maioria oriunda do período colonial. Hoje, parte considerável desses cantos se encontra extinta, dado o processo de modernização. Às vezes trata-se de expressões musicais primárias e simples, constituídas por onomatopéias como ei!, ai!, oh, hum! - interjeições de estímulo e reforço.

Continue a leitura em: http://collegiumcantorum.blogspot.com/2009/07/cantos-de-trabalho-no-brasil.html

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Brasilianas - Cantos de Trabalho (1955)

Cantos de Trabalho abre com um texto introdutório, onde diz que “canto de trabalho é música para suavizar e alegrar as tarefas braçais. As cantigas de trabalho, inspiradas na própria tarefa, existem em todo o Brasil, e nelas se encontram muitos dos mais belos fragmentos do folclore brasileiro”. Percebe-se novamente a intenção de destacar o país. É um costume estritamente brasileiro, que faz parte da brasilidade. Aqui, Mauro resume exatamente qual o sentimento que se terá ao final dos pequenos trechos que formam este filme: o trabalho braçal é árduo, mas a música suaviza, poetiza o suor dos que trabalham.

É assim que somos introduzidos ao primeiro canto, onde a mulher, ao socar o pilão, entoa “tanta gente pra ‘comê’ e eu só pra ‘socá’”. O trabalho repetitivo e o ritmo das batidas no pilão entram em consonância com a música, tornando tudo uma única coisa. É como se um dependesse do outro e de tudo isso, os pratos suculentos que sucedem do trabalho e que finalizam o trecho.

 Continue a leitura em:  http://pensandoimagemesom.blogspot.com/2008/12/brasilianas-cantos-de-trabalho-1955.html

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http://www.brazilianfilms.com/cgi-bin/virtualdistrib/perlshop.cgi?ACTION=thispage&thispage=3brasili-01.html&ORDER_ID=441576081&LANG=english&TOTAL=0.00&TQTDE=0&EMAILL=&CUR=dollar 

Curtas Musicais de Humberto Mauro 



Canções Populares, 1945, P&B, 16/35mm, 8 min
Aspectos da natureza inspirados nas canções populares "Chuá-Chuá" e "Casinha Pequenina".
Canções Populares, 1948, p&b, 16/35mm, 7 min
Interpretação cinematográfica das canções populares "Azulão" e "Pinhal".
Aboio e Cantiga, 1954, p&b, 16/35mm, 10 min
O Canto utilizado pelo vaqueiro para reunir a boiada.
Engenhos e Usinas, 1955, p&b, 16/35mm, 7 min
O abandono dos primitivos engenhos, superado pela tecnologia
Cantos De Trabalho, 1955, p&b, 16/35mm, 10 min
O ritmo de músicas inspiradas nas atividades do trabalho; apresentação do canto do pilão, do barqueiro e da pedra.
Manhã na roça - Carro de bois, 1956, p&b, 16/35mm, 8 min
O alvorecer na roça com a embolada de Almirante "O Galo Garnisé".
Meus Oito Anos, 1956, p&b, 16/35mm, 11 min
Interpretação cinematográfica do poema homônimo de Casimiro de Abreu.

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Cantos de Trabalho Pelo Mundo: E.U.A


Folkstreams logo
"A National Preserve of Documentary Films about American Roots Cultures
streamed with essays about the traditions and filmmaking. The site includes transcriptions, study and teaching guides, suggested readings, and links to related websites."

Neste site podem ser vistos vários filmes enfocando aspectos de cultura popular da realidade americana. Vale a pena conferir.



"Projeto Todos pela Educação" - A serviço de quem?

Já tinha ouvido falar deste projeto, mas não tinha tido curiosidade de conhecê-lo com profundidade até que auxiliando uma de minhas orientandas na busca de artigos me deparei com este, que acredito que vale a pena a referencia pela possibilidade de uma reflexão mais aprofundada sobre a intencionalidade deste tipo de proposta. A quem de fato serve........

Segue introdução, conforme texto original que poderá ser lido na íntegra através do link abaixo.

                                                                                                              Dani

“TODOS PELA EDUCAÇÃO”:
O PROJETO EDUCACIONAL DE EMPRESÁRIOS PARA O BRASIL SÉCULO XXI

MARTINS,André Silva – UFJF 

O presente trabalho busca analisar o organismo denominado “Todos pela Educação” sob o prisma das relações de hegemonia no Brasil contemporâneo. De modo especial, procura examinar o papel dessa entidade na atual configuração da sociedade civil brasileira, bem como sua inserção no movimento político-empresarial em curso no país na atualidade.

O trabalho está organizado em três partes. Na primeira, procuramos contextualizar o surgimento dessa organização na realidade brasileira, analisar sua composição política e o significado mais geral de suas ações no Brasil de hoje. Na segunda parte, abordamos o conteúdo e o significado das formulações apresentadas para orientar as políticas educacionais. Na última, apresentamos algumas considerações sobre o significado político do organismo “Todos pela Educação” na realidade brasileira, tendo como referência o projeto de hegemonia da classe empresarial no país.

Fonte: 31o. Reunião Anual da ANPEd - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Eduacação


"Salariômetro": Como Está Seu Salário no Mercado de Trabalho?

Este site descobri por acaso em um telejornal. Muito interessante, pois permite acompanhar como o mercado tem remunerado nos ultimos meses diferentes funções/profissões.
É possivel conferir também as diferenças salariais na mesma função, por categorias como gênero e cor.( conferi algumas funções e infelizmente a diferença existe e é considerável)
.

Confira:

Governo do Estado de São Paulo
Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho

"Para saber o salário médio de admissão do cargo que você está procurando, preencha o formulário abaixo. O SALARIÔMETRO calculará o salário médio dos admitidos nos últimos seis meses no mercado de trabalho formal, com carteira assinada.

Caso o resultado seja nulo, tente fazer nova consulta agrupando algumas das informações. Escolha a opção "Todos" ou "Todas" em alguma(s) dessas informações (Estado, Faixa Etária, Cor, Gênero, Escolaridade, Setor).

Para entender como o SALARIÔMETRO funciona, clique aqui."

Fonte: http://www.salariometro.sp.gov.br/

Video: Os desafios extras na conciliação da carreira e a criação de filhos(as) com deficiências

Assisti semana passada. Muito interessante!  Existe um antes e um depois do nascimento de um filho e é uma pena não considerar a riqueza des...